ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

Diversos órgãos da mídia, movimentos populares e pessoas em geral, fizeram eco da votação, na quarta-feira, 1º de novembro, na ONU, do projeto de resolução apresentado por Cuba sobre a necessidade de acabar com o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos à Ilha, há mais de meio século.

De acordo com o site Cuba vs. Bloqueio, em uma transmissão de rádio e televisão, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expressou seus parabéns ao líder cubano, o general do exército Raúl Castro, a quem ele considera um homem de grande sabedoria, pela rejeição mundial da política genocida de Washington contra a Ilha.

Maduro cumprimentou o presidente cubano pela vitória de Cuba na votação e também descreveu como admirável o discurso do ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodriguez, que disse que «falou com a força e a verdade do povo caribenho».

Maduro disse que, no debate, os Estados Unidos se apresentaram com arrogância e prepotência e também ficaram isolados em sua política «retrógrada e Jurássica».

O presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales Ayma, condenou em 2 de novembro o bloqueio que ele descreveu como «uma afronta ao direito internacional e contra toda a humanidade».

Através de sua conta Twitter @evoespueblo, o presidente disse que «o bloqueio criminal não impediu Cuba de ser um exemplo de solidariedade».

De outro ângulo, a Rússia aconselhou os Estados Unidos ouvir a voz da maioria esmagadora da comunidade internacional e exigiu que tomasse medidas concretas para levantar o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba, informou a Prensa Latina.

«Washington deve ouvir não só a voz de praticamente todos para pôr fim à política de cercar a ilha, mas também a de sua própria opinião pública», observa um comentário oficial do Ministério das Relações Exteriores.

Da mesma forma, uma informação da PL ressalta que vários grupos de trabalho na Costa Rica apoiaram em 2 de novembro o pedido de 191 países na Assembleia Geral das Nações Unidas aos Estados Unidos para eliminar o bloqueio contra o povo cubano.

«Nossa solidariedade com o povo cubano e esperamos que o apoio irresistível dos 191 países possa continuar a afundar para acabar com as políticas unilaterais e injustificadas dos Estados Unidos», destaca a declaração do Sindicato Nacional de Empregados do Fundo e Segurança Social (Undeca) e a FSM Juvenil (Federação Mundial de Sindicatos) Mesoamérica Fidel Castro Ruz.

O embaixador da Síria em Cuba, Idris Maya, expressou seus parabéns pela vitória de Cuba contra o bloqueio: «abençoamos a República de Cuba, sua liderança, governo e pessoas pela grande conquista e vitórias alcançadas pela diplomacia cubana durante a uma sessão de votação no projeto que exige o fim do bloqueio, o que viola todos os valores e princípios humanos e constitui uma flagrante violação da Carta das Nações Unidas, bem como a demonstração da mentira e da falsidade dos slogans de Washington quanto a democracia e direitos humanos», disse o embaixador.