ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Angola presta especial atenção à saúde.

ERA difícil suspeitar, meio século atrás, que depois de meio milênio de colonização portuguesa e 14 anos de luta armada, um país enraizado no continente africano viria a reconstruir sua história de maneira bem-sucedida. Mas Angola, que em 11 de novembro celebra 42 anos de independência, fez isso.

Sob a liderança inicial de Agostinho Neto, e depois de José Eduardo dos Santos, a nação criou um amplo programa de integração e reinserção da população desatendida.

Do mesmo modo, aumentou consideravelmente o número de crianças com acesso gratuito à educação, graças a políticas públicas que priorizam o treinamento de professores e a construção de escolas em todos os escalões.

De acordo com o site da Unicef, a taxa média de crescimento anual do PIB per capita, entre 1990-2012, foi de 4,1%. O site calcula, no período 2007-2011, a despesa pública como porcentagem do PIB atribuído à saúde em 2.1; enquanto nesse mesmo período, a porcentagem dedicada à educação foi de 3,5.

Como um país nascido de uma guerra que encontrou seus nativos e soldados cubanos na mesma trincheira, os que vieram como gesto de solidariedade com essa causa libertária, teve que fazer mais em menos tempo para recuperar o que lhe foi tirado.

Assim, por exemplo, de uma taxa de 213 na mortalidade de crianças de menos de cinco anos, em 1990, diminuiu para 164, em 2012.

Os dados acima mencionados confirmam que, desde a conquista da paz, em abril de 2002 e os sucessos obtidos no processo de reconciliação nacional e consolidação da democracia, a comunidade internacional testemunhou o crescimento impetuoso e os passos significativos que ocorreram, nesse país, nos últimos 15 anos. Isso lhe valeu ter o respeito do resto do mundo.

É um Estado que não só olha para si mesmo, mas também expande seu olhar para o resto do continente ao qual pertence, levando em consideração o objetivo de levar a África a uma posição de igualdade soberana nas instâncias e nas relações internacionais.

Os angolanos, no entanto, sentem que falar sobre sua pátria é também falar sobre Cuba. Estudantes que se formaram nas universidades da Ilha, entrevistados em várias ocasiões, são porta-vozes da gratidão de Angola ao líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, e a seu povo.

Por sua vez, os cubanos que realizam missões internacionalistas naquela terra, apropriam-se de sua cultura, tornam-na sua.

De acordo com os dados oferecidos pela embaixada desse país africano em Havana, existem atualmente mais de 3.000 colaboradores cubanos que prestam serviços em Angola, nos setores de saúde, educação e construção civil, espalhados pelas 18 províncias de Angola. Essa é apenas uma prova da solidez das relações históricas de amizade e colaboração entre as duas na-ções, em todas as esferas.

Os profissionais que dão as suas impressões, mesmo com um oceano no meio, também relatam acerca do processo de construção de uma sociedade preocupada com seus homens e mulheres; isto é, a formação de recursos humanos que serve de base ao desenvolvimento social e econômico.

A este respeito, Angola estabeleceu programas concretos para reduzir a pobreza. Trabalha em políticas específicas voltadas para mulheres e jovens, e facilitou, cada vez mais, o acesso aos microcréditos por parte de algumas comunidades. Também dá valor à produção agrícola dos camponeses, que se propõe acabe sendo autosuficiente para seu consumo.

A pátria de Agostinho Neto não para na busca de uma sociedade mais justa. Em face da nação que é construída a cada passo, propõe-se consolidar a paz, fortalecer a democracia e preservar a unidade e a coesão nacionais, bem como promover o desenvolvimento de uma sociedade civil participativa e responsável e garantir a inclusão política de todos os cidadãos, sem discriminação.