ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Os cartazes ofensivos foram substituídos por frases de Viva Fidel e pela frase que foi viralizada nos últimos dias: «Com Cuba, não se envolvam». Photo: Internet

LIMA.— A delegação cubana da sociedade civil que assiste aos eventos paralelos da VIII Cúpula das Américas denunciou na quarta-feira, 12 de abril, graves provocações em Lima, onde foram colocados outdoors ofensivos ao nosso país.

Durante as sessões da 15ª coalizão do Fórum da Sociedade Civil, o vice-reitor da Faculdade de Direito da Universidade de Havana, Yuri Pérez, exigiu «respeito» a Cuba e que a seja reconhecida e respeitada a diversidade que caracteriza nossa região.

Pérez denunciou os «comportamentos hostis» e as «agressões» que apareceram nas avenidas públicas de Lima, nos últimos dias, em forma de outdoors e propagandas de ofensas ao sistema político escolhido pelos cubanos.

«Estamos preocupados porque, para colocar um outdoor em meio de uma cidade, deve haver uma autorização, um título que permita gerar permissão para colocá-lo», disse.

«Pedimos aos organizadores da Cúpula, inclusive às autoridades peruanas, que prestem atenção, porque chegamos aqui com um discurso respeitoso, mas sem dúvida exigimos e reclamamos respeito», acrescentou.

A esse respeito, o vice-reitor da Faculdade de Direito lembrou que o tema da 15ª coalizão, onde a maioria dos delegados cubanos são agrupados, é precisamente «Por um mundo inclusivo e respeitoso».

As provocações fazem parte da estratégia de grupos mercenários, com apoio estrangeiro, para afetar a imagem de Cuba e tentar se mostrar em Lima como representantes da sociedade cubana, mesmo que não tenham qualquer ascendência ou legitimidade dentro do país.

O custo de um outdoor pode exceder dezenas de milhares de dólares e até mesmo aumentar para centenas de milhares. É desconhecida até agora a origem exata dos fundos com os quais estas provocações foram pagas em avenidas centrais da capital.

As pessoas solidárias com Cuba no Peru ficaram indignadas com as mensagens contrarrevolucionárias e quebraram alguns dos cartazes. Substituíram as frases ofensivas pelas de Viva Fidel e a frase viralizada nos últimos dias: «Com Cuba não se envolvam».