Cuba tem rosto e voz no Peru › Mundo › Granma - Organo ufficiale del PCC
ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

QUASE uma centena de delegados representaram, desde o domingo, 8 de abril, o rosto e a voz da sociedade cubana no Peru, onde aconteceu a 8ª Cúpula das Américas e a Cúpula dos Povo. Ali, participaram das atividades dos fóruns de jovens, parlamentares, empresários e da sociedade civil, que foram realizados antes da reunião hemisférica.

Os cubanos também estiveram presentes na reunião dos povos do continente, uma atividade independente da Cúpula das Américas que ocorre desde 1998, no segundo encontro em Santiago do Chile.

Organizado pelos sindicatos e organizações sociais do Peru, o evento seria uma demonstração de solidariedade continental diante da ameaça interna e externa à qual estão sujeitos os processos progressistas e esquerdistas de nossa região.

A delegação que partiu de nosso país foi composta por um amplo espectro de instituições cubanas, organizações de massa e associações e é o representante legítimo de seu povo no Peru.

Na última 7ª Cúpula do Panamá, foram feitas tentativas de apresentar mercenários e grupos com ligações terroristas como supostos membros da sociedade civil cubana, o que foi denunciado e repudiado na hora.

Os representantes cubanos denunciaram, recentemente, que a mesma manobra está sendo repetida em Lima.

«A sociedade civil cubana não dividirá espaço algum com elementos e organizações mercenárias financiadas a partir do exterior, respondendo aos interesses de uma potência estrangeira com uma clara agenda de subversão e violência», disse Yamila González Ferrer, vice-presidenta da União Nacional dos Juristas de Cuba e representante da coalizão 15 do chamado Diálogo Hemisférico, evento prévio ao Fórum da 8ª Cúpula das Américas.

Os fóruns nacionais realizados em toda Cuba deixaram patentes a mesma posição.

«Concordamos em rejeitar inequivocamente a presença em Lima, no âmbito do processo preparatório do Fórum da Sociedade Civil da 8a Cúpula das Américas, de cidadãos cubanos e organizações mercenárias a serviço de governos e instituições estrangeiras, que não são reconhecidos e não têm legitimidade alguma, que buscam reverter a ordem interna, o bem-estar social e o sistema político que os cubanos escolheram de maneira soberana e democrática», afirma a Declaração Final do Segundo Fórum da Sociedade Civil Cubana ‘Pensando na América’.

«Este cenário deve servir, também, para denunciar abertamente a presença de mercenários pagos por uma potência estrangeira, nos Fóruns Paralelos que se realizarão na 8ª Cúpula e nos unimos à forte resposta de nosso representante no diálogo hemisférico: «Não impliquem com Cuba».

Ambos os eventos coincidiram em expressar o apoio do povo cubano e do governo à República Bolivariana da Venezuela, bem como na denúncia do crescente uso de processos legais por razões de corrupção contra líderes esquerdistas, com fins políticos, visando ignorar a vontade dos povos.

ELITO REVÉ

Diretor da orquestra ‘Elito Revé y su Charangón’

Muito contente de representar meu país, representar Cuba toda. Somos embaixadores da música cubana. A orquestra tem mais de 60 anos de ter sido fundada e no Peru vamos dar o melhor de nossa música e representar nosso país. E esse é o compromisso de toda a orquestra.

NIRZA GARCÍA VALDÉS

Residente do quarto ano de cirurgia geral

Sou portadora do espírito, das histórias de vida e dos argumentos que nos sobram aos jovens médicos em combate todos os dias. Podemos estabelecer um diálogo de respeito, com argumentos. Como nenhum outro, o setor da saúde pode mostrar nossa verdade, expor o que fazemos para dar um atendimento médico de qualidade ao nosso povo e a outros povos do mundo, que é onde sempre estará nosso compromisso. Daremos uma mensagem de continuidade não só do processo político, mas da continuidade do processo social dentro da Revolução. Cá estamos os jovens que diariamente tornamos possível que a Revolução continue avançando e que o sonho de Fidel de multiplicar, cada dia, mais médicos nos lugares mais insuspeitos, continue sendo possível.

LILIAM MENDOZA

Presidenta da brigada de instrutores de arte José Martí

A mensagem que levamos é transmitir a realidade cubana e, sobretudo, a partir do meio cultural. A democratização que promoveu a Revolução desde seus começos, com a própria campanha de alfabetização, com a criação das instituições culturais e com um profissional imprescindível como são os instrutores de arte, servem para satisfazer as necessidades culturais e espirituais em nossos cenários comunitários.

DIANET MARTÍNEZ

Presidenta do movimento estudantil cristão de cuba

Somos testemunhas de como Cuba se abre ao diálogo com todos e todas. Perante o atual cenário que vive a América Latina, onde as forças da direita tomam auge, mais do que nunca temos o compromisso de levar ao continente essa luz que significa Cuba.

YARISLEY SILVA

Atleta cubana

Iremos a Lima defender os valores e princípios que nos ensinou a Revolução Cubana e o Comandante-em-chefe Fidel Castro.

LUIS RENÉ FERNÁNDEZ TABÍO

Pesquisador do Centro de Estudos Hemisféricos e sobre os Estados Unidos, da Universidade de Havana

O cenário atual da região é extremamente difícil, pois o país sede da Cúpula está sendo alvo de denúncias muito graves de corrupção, um mal que afeta especialmente os governos da direita, reacionários, muito afins às políticas neoliberais que tratam de restabelecer. Em troca, a posição de Cuba neste momento é magnífica, acaba de ter umas eleições históricas onde o respaldo popular foi rotundo, o que demonstra a vitalidade de nosso sistema político. A projeção da política dos EUA para a América Latina e o Caribe foi nefasta, ofensiva, sexista, racista e isso é algo que os movimentos sociais e políticos da região, se são legítimos, têm que reclamar. Devem denunciar o incremento das sanções a Cuba, o aumento das ações que violam os acordos aprovados na região, como o da América Latina como Zona de Paz.

YOEL SUÁREZ

Coordenador nacional do Centro Martin Luther King

Nossa participação nesta 8ª Cúpula das Américas é uma nova tarefa em um âmbito regional adverso (recomposição da direita, capital transnacional, etc.) para qualquer pessoa ou organismo de boa vontade. Ainda, cabe destacar que foi negada a participação da Venezuela e isso nos indigna muito. Por isso, vamos travar uma batalha, que coincidirá com a de Girón.

RAFAEL GONZÁLEZ MUÑOZ

Vice-presidente da Associação Hermanos Saiz (AHS)

Na Cúpula se falará sobre corrupção e outras mazelas que sofrem, sobretudo, as sociedades capitalistas. Ali nós estaremos comentando acerca de nosso modelo, que se bem não é perfeito, amplia a possibilidade de os cubanos serem mais cultos e capazes. Vivemos em uma Ilha que se atualiza, muda, mas que permanece fiel aos princípios do socialismo.