ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
A Assembleia Geral da ONU respaldou a cada ano a resolução cubana que pede o fim do injusto bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos há mais de meio século. Photo: Getty Images

CUBA é membro fundador da Organização das Nações Unidas, à qual entrou em 1945. Desde 1º de janeiro de 1959, a Ilha maior das Antilhas se converteu em promotora ativa dos princípios do multilateralismo, a preservação da paz e o respeito à soberania de todos os países.

Cuba levantou sua voz na ONU em defesa da justiça social, da proteção do meio ambiente, do desenvolvimento sustentável, da luta contra a fome e a desnutrição, do direito à alimentação e à segurança alimentar, da paz e do desarmamento nuclear, da necessidade de uma nova ordem econômica internacional, dos direitos das crianças e da mulher, bem como dos direitos à alimentação, saúde e educação.

Também esteve entre as primeiras nações em responder aos apelos da ONU e oferecer sua cooperação aos países afetados por desastres naturais, como foram os casos dos terremotos no Paquistão, Haiti e o México, bem como os furacões no Caribe e na América Central e o tsunami que afetou inúmeros países da Ásia, entre eles Sri Lanka e Indonésia.

Vale mencionar a resposta de Cuba à convocatória das Nações Unidas e da Organização Mundial da Saúde, para enfrentar a epidemia de Ébola na África ocidental, em 2014.

Um total de 262 médicos e enfermeiros cubanos, especializados no atendimento de emergências sanitárias, se transladou às zonas mais afetadas e trabalharam sem interrupção na Serra Leoa, Guiné Equatorial e Libéria, durante quase sete meses, até que conseguiram finalmente controlar a epidemia.

Seu trabalho ali constitui uma das páginas mais sensíveis do internacionalismo revolucionário. Em maio de 2017, durante a 70a Assembleia Mundial da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) entregou o Prêmio Memorial Lee Jong-wook, ao contingente médico cubano, a Brigada Henry Reeve, em reconhecimento ao trabalho durante os desastres naturais e epidemias graves.

Igualmente, entre outras distinções, nosso país mereceu o Prêmio Alfabetização 2006 Rei Sejong, da Unesco, pela promoção do programa de alfabetização «Sim, eu posso», com o qual foram alfabetizados mais de dez milhões de pessoas em dezenas de países em desenvolvimento e desenvolvidos.

As intervenções e discursos de Che Guevara, Fidel e Raúl na Assembleia Geral estão recolhidos entre as mais transcendentais na história desse hemiciclo.

Sejam seus máximos dirigentes políticos ou experientes diplomatas, a voz de Cuba se levantou sempre em nome das causas justas deste mundo, contra o imperialismo e a favor da paz.

Por seu lado, a Assembleia Geral da ONU respalda, a cada ano, a resolução «Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba».

Durante 26 vezes consecutivas, a maioria das nações do mundo se pronunciaram pelo fim dessa política de agressão, projetada para submeter por fome e necessidades ao povo cubano.

Um sucesso sem precedentes foi atingido no ano 2016, quando 191 países se pronunciaram a favor de seu fim e os Estados Unidos, governados então pelo democrata Barack Obama, abstiveram-se junto com a delegação de Israel.

Em 2017, já com a administração de Donald Trump, as mesmas 191 nações rechaçaram o bloqueio e os Estados Unidos e seus aliados sionistas ficaram com seus dois votos contra em solitário.

Nosso país está atualmente comprometido, também, com o processo de reformas da ONU e apoia todos os esforços para torná-la mais democrática e aproximá-la dos problemas, necessidades e aspirações dos povos e poder encaminhar o sistema internacional rumo à paz, o desenvolvimento sustentável e o respeito a todos os direitos humanos de todas as pessoas, sem seletividade nem exceções.