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ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Estudio Revolución

Palavras de Nicolás Maduro Moros, presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Caracas, em 30 de maio de 2018

(Tradução da versão estenográfica - Conselho de Estado)

Prezado companheiro Miguel Díaz-Canel, presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros da República de Cuba;

Companheiro ministro das Relações Exteriores Bruno Rodríguez;

Companheira esposa de Díaz-Canel;

Vice-ministros;

Ministros;

Embaixador Rogelio Polanco;

Companheiro vice-presidente executivo, Tareck;

Companheira Cilia Flores, primeira combatente;

Vice-presidentes de governos presentes: Castro Soteldo;

Vladimir Padrino, ele está comemorando seu aniversário, parabéns a Vladimir Padrino López (Aplausos), ele tem minha idade, 55 anos, parabéns para você e sua família, soldado firme, corajoso, patriota, revolucionário, leal, lutador de todas as batalhas de um tempo histórico;

Companheiro professor Aristóbulo;

Ministros, ministras, chanceler:

Hoje tivemos um dia muito bom, muito auspicioso, no qual ratificamos o caminho da união entre Cuba e a Venezuela. É a ratificação de um caminho histórico, o caminho de Bolívar e seus sonhos de independência e liberdade para Cuba, para Porto Rico; o caminho de José Martí, o maior bolivariano do século 19 e de muito tempo, que soube entender e interpretar o projeto de Bolívar — seus sonhos — e soube encarná-lo no tempo vital de luta que teve — pouco tempo vital — ao grande Apóstolo de Cuba e da América, José Martí.

É o caminho histórico tomado por Fidel a partir da própria Serra Maestra e depois tornado realidade com seu filho Hugo Chávez, pai e filho, sim, assumiram-se ambos, dois gigantes que a vida nos deu o privilégio de conhecer e de viver com eles em seus sonhos, em sua grandeza e também em sua humildade de verdadeiros líderes revolucionários.

Fidel e Chávez foram os que fizeram com que o caminho da história tomasse forma concreta em um projeto comum, a ALBA, a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América e é no marco da ALBA em que a Revolução Cubana e a Revolução Bolivariana se unem para dizer: América vive, América luta, América sonha, América tem direito ao futuro! Sim, aqui estamos confirmando esse caminho, um caminho feito de sacrifícios, de trabalho, de mártires, de grande história, de imensos sentimentos, de uma grande pátria, são os sentimentos que nos movem.

Aqui estamos nós, os filhos de Bolívar e Martí, sim, e os filhos de Fidel e de Chávez, como sempre ratificamos, e o vemos com o general-de-exército, nosso irmão mais velho, Raúl Castro Ruz. Daqui enviamos uma saudação revolucionária, de afeto e admiração a Raúl (Aplausos), juntamente com todo o povo da Venezuela.

Verdadeiramente esta visita de Estado, que é a primeira visita de Estado que recebo após a reeleição exemplar que em 20 de maio nosso povo tornou realidade, eleições exemplares, uma reeleição graças ao trabalho, à luta; uma vitória histórica, heróica, única, que pertence ao povo da Venezuela.

Imediatamente, no próprio dia 20 de maio, recebi o telefonema do companheiro Díaz-Canel e, a partir daquele dia, planejamos a reunião, a visita de Estado que está acontecendo hoje.

Quero daqui enviar minha solidariedade ao povo cubano que enfrentou tempestades, chuvas nesta temporada. Sempre com a nossa solidariedade, ratifico a nossa solidariedade ativa e viva; Vice-presidente executivo faça as coordenações para todo o apoio e solidariedade ao povo de Cuba, ao nosso irmão povo de Cuba, que nestas estações sempre tem que enfrentar furacões, tempestades, mas sempre está lá, no centro da dignidade do Mar do Caribe.

Tivemos um bom dia — tenho que o informar — de revisão de toda a cooperação entre Cuba e a Venezuela, de toda a cooperação no âmbito da ALBA, de toda a cooperação no âmbito da Petrocaribe, assumimos duas linhas principais de trabalho: a primeira , a consolidação e renovação de todos os projetos, missões e grandes missões, onde Cuba e Venezuela agem, começando pelo acordo energético, o acordo integral Martí-Bolívar, assinado pelo comandante Chávez e pelo comandante Fidel Castro no mês de outubro, se bem me lembro, do ano 2000, aqui mesmo, neste Palácio Presidencial, no salão Ayacucho.

Hoje estamos no salão Sol do Peru, o Sol da América, da liberdade, de Bolívar, de Sucre.

Naquele dia de outubro do ano 2000, foi assinado um caminho histórico. Na época, muitos disseram que era impossível sonhar em trazer educação, cultura, saúde, esporte, dignidade e vida ao nosso povo e que era um documento cheio de utopias, que ficaria parado no papel, no ano 2000.

Quase dezoito anos depois, podemos dizer, companheiro presidente Díaz-Canel, que o documento integral com a assinatura do Comandante Fidel Castro e o Comandante Chávez deu aos nossos povos, ao de Cuba, ao da Venezuela e aos da América, dignidade, educação, cultura, saúde, vida (Aplausos). Foi uma grande conquista.

Hoje ratificamos uma linha, companheiros ministros, colaboradores cubanos e venezuelanos, das missões e grandes missões: consolidar e renovar para melhorar; a missão Bairro Dentro, de melhorar a provisão de saúde, Ministro da Saúde, e levá-la com qualidade e maior detalhe até o nosso povo, no bairro e na comunidade, em todo o território, fortalecê-la; fortalecer a missão Cultura Coração Dentro e expandi-la como uma integração da identidade cultural de nosso povo; fortalecer as missões esportivas, pela expansão do esporte nas massas e o atendimento de atletas altamente competitivos; fortalecer e relançar a Missão Milagre, com vista à América Latina e o Caribe, aos pobres da Terra, como disse José Martí; consolidar, renovar, melhorar a cooperação energética em todo o seu sentido, a cooperação econômica, comercial, financeira e turística; consolidar, renovar, melhorar, expandir: essa é a primeira linha.

Uma segunda linha de ação, companheiro presidente, dos novos projetos industriais, agrícolas, de mineração e turismo: o novo. A partir daqui, com uma visão de dez anos, pelo menos, um plano com muita capacidade de ação, para desenvolver uma sólida base econômica Cuba-Venezuela e a ALBA, sólida, sólida.

Sabemos que a questão pendente, a tarefa pendente de nossas revoluções de independência deste século, é a tarefa econômica, é o desenvolvimento econômico, produtivo, o crescimento, a criação de riquezas, a satisfação das necessidades materiais de nosso povo.

Somos campeões mundiais na distribuição da riqueza e socialmente, ninguém é igual a nós. O socialismo mostrou superioridade no social, superioridade no político; mas ainda tem pendente o grande desafio do desenvolvimento econômico integral, e temos o conhecimento, a capacidade, a vontade de, estando juntos, no marco da ALBA, avançar em novos projetos de criação de riqueza, de satisfação das necessidades, de desenvolvimento integral das forças produtivas, como já foi alcançado por outros irmãos na Ásia: China, Vietnã.

Eu confio, companheiro presidente, eu confio, companheiros, companheiras, que com a mesma força com que conseguimos avançar em todas as outras áreas da vida social, política e cultural dos nossos povos, vamos avançar com intensidade no desenvolvimento econômico compartilhado entre Cuba, Venezuela, a ALBA e Nossa América. Eu tenho fé verdadeira nisso.

Temos falado com detalhes dos erros cometidos, das deficiências, das potencialidades no desenvolvimento da produção de alimentos, no desenvolvimento da mineração compartilhada, no desenvolvimento integral do petróleo, no desenvolvimento financeiro; dois países que têm um potencial gigantesco, temos a base educacional, profissional, cultural, organizacional, para ver uma revolução econômica e ver os resultados de um milagre econômico de florescimento compartilhado, do desenvolvimento da produção de riquezas e da satisfação das necessidades materiais. Esse é o centro de que falamos na visita oficial que fiz no mês de abril ao companheiro presidente Miguel Diaz-Canel e da visita de Estado que está em pleno andamento, tal como disse o apresentador Walter Martinez, no melhor programa da televisão mundial, intitulado Dossiê. Vocês assistem o programa, certo?

Somos todos fãs de Dossier, um ótimo programa de visão geopolítica, informativo. Tal como disse Walter Martinez, nossos sonhos estão em pleno desenvolvimento, o sonho de uma Grande América unida, independente, soberana e digna, em paz; os sonhos da ALBA fortalecida, repontencializada; os sonhos da Petrocaribe, relançada; os sonhos de Cuba, Venezuela, Bolívar, Martí; os sonhos de Fidel, o gigante de Chávez, o gigante. Como a vida é linda! Nós temos que dizer como o poeta diz: Graças à vida por ter nos dado tanto, e com esse tanto e com toda essa força, agora é a nossa vez de andar juntos.

Sinto-me muito feliz, realmente, por esta visita, por este dia de trabalho.

Entregamos a Ordem Libertadores, que agora brilha no peito desse jovem revolucionário, que assumiu a presidência dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, em um processo exemplar, que só a Revolução Cubana poderia fazê-lo da maneira em que o fez: graças à sabedoria de Fidel, de Raúl, à sabedoria da liderança revolucionária de Cuba, do povo de Cuba (Aplausos).

E eu disse ao presidente Miguel Díaz-Canel, companheiro e irmão, que esta Ordem dos Libertadores é um reconhecimento da luta mas, acima de tudo, é um compromisso com o futuro, é um compromisso das novas gerações que tivemos que assumir cedo o bastão e a condução de nossas pátrias (Aplausos).

Aqui vamos nós com o espírito de Fidel, com o espírito de Bolívar, de Martí e de Chávez. Estamos indo em direção ao nosso único destino: a vitória, a vitória e a vitória (Aplausos).

Viva Cuba! (Exclamações de: «Viva!»)

Viva Fidel! (Exclamações de: «Viva!»)

Viva a Venezuela! (Exclamações de: «Viva!»)

Viva Chávez! (Exclamações de: «Viva!»)

E digamos como Che Guevara, a partir do nosso coração: Cuba, Venezuela, até a vitória sempre!

Venceremos!

Obrigada Venezuela!

Obrigado companheiros! (Aplausos)