ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Estudio Revolución

Palavras proferidas pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, Miguel M. Díaz-Canel Bermúdez, ao receber a Ordem Libertadores e Libertadoras da Venezuela, em Caracas, em 30 de maio de 2018, «Ano 60º da Revolução».

(Tradução da versão estenográfica — Conselho de Estado)

Companheiro Nicolás Maduro Moros, presidente da República Bolivariana da Venezuela;

Membros das delegações da Venezuela e de Cuba:

Com orgulho e reverência começo a falar, como disse Martí. Estou ciente de que, tendo sido julgado como digno de receber a Ordem Libertadores e Libertadoras da Venezuela, é a Cuba, às cubanas e cubanos, a quem esta imensa honra é conferida.

Recebo-a com humildade, em nome de um povo heróico e nobre, e interpreto isso como um ato de generosidade imerecida para comigo e de reconhecimento justo ao povo cubano, que seguiu, mediante páginas gloriosas e de sacrifício, a pregação de Bolívar e de Martí, no objetivo de tornar realidade os sonhos de independência e liberdade desses heróis.

Foi Bolívar quem vislumbrou, daquela época longínqua, a ameaça que o imperialismo dos EUA representa para a integração genuinamente latino-americana e caribenha, a qual ainda tem um longo caminho a percorrer, mas que merece todo o apoio de nossos esforços.

O simbolismo desta Ordem deriva da importante contribuição dos irmãos venezuelanos para as causas mais nobres da humanidade, que fizeram com que esta terra seja conhecida como o berço das revoluções.

Esta decisão estimula, ainda mais, nosso compromisso e solidariedade com este bravo povo bolivariano e chavista e o nosso entusiasmo e dedicação para trabalhar em prol do melhor destino das nossas nações. Para isso, devemos avançar nos projetos de cooperação em execução, identificar outros novos e reforçar nossa solidariedade.

Neste ato, lembro-me do Comandante-em-chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, que muito admirou e apoiou o processo bolivariano, a quem vocês merecidamente distinguiram com essa honra; e também ao general-de-exército Raul Castro Ruz, homenageado com esta Ordem e que sempre teve uma conexão de fé revolucionária com a Venezuela, desde suas primeiras lutas pela emancipação, como ele mesmo lembrou, quando foi condecorado aqui, até este minuto.

Eu presto homenagem a eles, que mantiveram sincera e leal amizade ao presidente Hugo Chávez Frías, que nunca se curvaram ou abandonaram a luta e sempre confiaram na sabedoria dos revolucionários venezuelanos para avançar, e que sustentaram, em todos os momentos, com coragem e firmeza, suas ideias, suas convicções e suas verdades.

Querido Nicolás:

Reitero a gratidão ao povo e ao governo da República Bolivariana da Venezuela. Eu recebo a condecoração em nome dos cubanos, que somos solidários com os irmãos venezuelanos; dos cubanos que desfrutaram dos sucessos, do carisma e da extraordinária generosidade do comandante Chávez e de seu indelével exemplo revolucionário e que, junto com seu amado povo venezuelano, lamentaram sua partida física; em nome dos cubanos que desfrutaram de suas vitórias, seu talento e solidariedade diante da agressão e do cerco da direita imperialista e neoliberal, conscientes de que o legado revolucionário está vivente e vibrante na Venezuela.

Eu ratifico, sem hesitação, que não importa quão grandes sejam as dificuldades e desafios, vocês podem contar com Cuba, hoje e sempre.

Muito obrigado (Aplausos)