ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
A ex-candidata presidencial da Colômbia, Piedad Córdoba Ruíz, elogiou a sabedoria do líder da Revolução cubana Fidel Castro para liderar um processo social e político com garantias para o povo. Photo: Nuria Barbosa León

A alta valorização da ex-candidata presidencial da Colômbia, Piedad Córdoba Ruíz, ao líder da Revolução cubana, Fidel Castro, deixou-a expressa ao Granma Internacional em Bogotá, em uma breve troca, depois de participar de um evento alegórica o aniversário-natalício do Comandante-em-chefe (13/08/1926-25/11/2016).
A também ex-senadora qualificou seu amigo cubano como um símbolo do amor, a generosidade, a lealdade e dignidade, e asseverou que na Ilha caribenha também tem sua casa. Para ela, Cuba ilumina o mundo, pela capacidade que teve de resistir e vencer, pela coragem demonstrada e pela solidariedade para com outros países. «Obviamente é uma inspiração para aqueles que lutamos e, às vezes, pensamos que já não podemos mais», salientou a incansável lutadora pelos direitos humanos.
Asseverou que seu país foi beneficiado pela ajuda da Ilha maior das Antilhas e exemplificou com a posição de servir como garante dos diálogos de paz entre o governo e grupos guerrilheiros, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs) e Exército de Libertação Nacional (ELN). Por isso, afirmou que Cuba sempre foi a casa das portas abertas para cooperar na solução de conflitos.
Piedad, também representante do movimento colombiano Poder Cidadão mostrou-se cética perante o cenário nacional porque não vê que a espinha dorsal da política no seu país seja precisamente concretizar e que se cumpram os acordos de paz. Manifestou não saber o que vai acontecer com as reformas decorrentes desses pontos assinados em Havana, nem vê claramente qual a atitude face ao o desarmamento do ELN.
Diante de uma sala lotada, presente na Universidade Pedagógica de Bogotá, Piedad Córdoba referiu a necessidade de evocar Fidel Castro sempre que se fale do processo de paz no país andino: «Abriram-nos as portas a centenas de colombianos que fomos para falar e agir em favor da paz. Talvez esta tenha sido sua última façanha antes de partir. Era o que lhe faltava depois de ajudar a acabar com a apartheid na África do Sul, a libertação de Angola e a independência da Namíbia».
A atividade convocada pela cátedra Fidel Castro criada no país sul-americano, em 26 julho de 2017, pelas organizações Alba Movimento e Movimento Colombiano de Solidariedade com Cuba, lembrou o prestigiado estadista cubano através de um painel que contou com a presença do proeminente intelectual William Ospina e a ativista política Pilar Ramos.
Lá, Piedad Córdoba assinalou: «A imortalidade de Fidel é nas suas ideias não só face ao Conceito de Revolução, mas sobre a vida, a dignidade e a justiça, mas sobretudo por sua capacidade de feitor de uma revolução que perdurou».
«Ele sempre soube como falar a seu povo de esperança para que a difícil situação do bloqueio econômico (comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos) não desanimasse os cubanos, que souberam resistir a ataques, e ainda que foram anos muito difíceis não teriam podido sobreviver sem sua criatividade e cultura ... aspectos que floresceram graças à Revolução».
Para ela, Fidel conseguiu instalar Cuba no topo da humanidade e transcende como exemplo de resistência, educação, arte e sabedoria, capaz de se transformar a si mesma e disposta a mudar em prol da modernização e do bem-estar para seu povo.
A este respeito expressou: «A reforma constitucional (cubana) tão necessária nestes tempos nos convida a analisar a importância das mudanças em qualquer Estado para responder aos seus cidadãos e aos novos tempos, mas também será refletida no aprofundamento da democracia já que é submetida à consulta popular para que o povo decida».
Justamente, o líder da Revolução em 30 de setembro de 2010, em uma de suas reflexões: Piedad Cordoba e sua luta pela paz, qualificou a líder colombiana como uma pessoa inteligente e corajosa, oradora brilhante e de pensamento bem articulado.