ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Édouard Philippe, primeiro-ministro da República francesa, deu as boas-vindas ao chefe de Estado cubano, no Palácio de Matignon Photo: Estudio Revolución

PARIS, França.— Cuba apenas começava a acordar na quarta-feira, 31 de outubro, quando o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, chegou a esta cidade em sua viagem rumo à Federação da Rússia, primeiro país que visitará como parte da digressão internacional que inclui também quatro nações asiáticas.

Ao chegar ao aeroporto internacional Orly, o presidente Díaz-Canel foi recebido pelo embaixador cubano no país galo, Elio Rodríguez Perdomo e pela embaixadora cubana perante a Unesco, Dulce María Buergo.

Uma mensagem de continuidade traz a delegação da Ilha caribenha nesta ocasião, integrada ademais pelo vice-presidente do Conselho de Ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz; o ministro das Comunicações, Jorge Luis Perdomo Di-Lella; o vice-ministro das Relações Exteriores, Rogelio Sierra Díaz e Emilio Lozada García, diretor dos Assuntos Bilaterais da chancelaria.

Photo: Estudio Revolución

Pouco depois o meio-dia — hora local — o primeiro-ministro francês Édouard Philippe, deu as boas-vindas ao chefe de Estado cubano, no Palácio de Matignon.

Perante a imprensa oficial e estrangeira presente, ambos se estreitaram as mãos e a seguir iniciaram um encontro de trabalho marcado pelas históricas relações bilaterais que caracterizam o diálogo entre as duas nações e que tiveram um desenvolvimento favorável e construtivo.

Durante o intercâmbio dialogaram sobre áreas de cooperação econômica de interesse comum e examinaram diversos temas da situação internacional, particularmente os relativos ao compromisso com o multilateralismo e as mudanças climáticas, aspectos sobre os que os dois países têm abordagens coincidentes.

Em sua conta no Twitter, o presidente cubano qualificou este encontro de frutífero: «Existem perspectivas para ampliar as relações políticas, diplomáticas, econômicas, comerciais e de cooperação», assegurou.

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Já de noite, Díaz-Canel foi à sede da embaixada cubana e no salão Alejo Carpentier compartilhou com diplomatas cubanos neste país a transmissão dos debates que em 31 de outubro se desenvolveram nas Nações Unidas para discutir a Resolução que, anualmente e tal como nos últimos 26 anos, Cuba apresenta contra o injusto bloqueio econômico imposto pelo governo dos Estados Unidos.

A eles comentou depois suas impressões sobre a reunião que teve a delegação cubana com o primeiro-ministro francês, a que qualificou de frutífera e cordial. «Existe um alto nível nas relações políticas» — disse — e lembrou o impacto das visitas do presidente Hollande a Cuba, em 2015, e a do general-de-exército Raúl Castro, como presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros à França, em 2016, bem como as dos nossos respectivos chanceleres em outras ocasiões.

Falou-lhes também acerca da Pátria e o debate do projeto de reforma constitucional que atualmente se leva a cabo; evocou Fidel e Raúl com voz emotiva e agradeceu a todos o trabalho que aqui desenvolvem, representando o Estado e o governo cubanos.

Então lhes confessou que se sentia cheio de orgulho e muita responsabilidade, não só com o povo cubano, também com outros, ao escutar juntos como o mundo nos defende e as manifestações de gratidão daqueles com os quais nós fomos também muito solidários.