ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Estudio Revolución

VIENTIANE, República Democrática Popular do Laos.— Quando, por volta da meia-noite do último sábado, chegou o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, à nação laociana, começou a primeira visita oficial do chefe de Estado cubano a esta terra amiga.

Com o carinho dos irmãos, o pacífico Laos recebeu Díaz-Canel e a delegação que o acompanha. Esta é uma visita histórica de fraternidade, cujo intenso dia de atividades começou no próprio domingo, 11 de novembro, para dar continuidade ao diálogo político de alto nível que desde 1974 une as duas nações.

Com todas as honras militares que correspondem a sua alta investidura, o chefe de Estado cubano foi recebido na manhã de domingo por Bounnhang Vorachith, presidente da República Democrática Popular do Laos e secretário geral do Partido Revolucionário Popular do Laos, no Palácio Presidencial Ho-Kham.

«Sinto-me honrado por receber esta delegação de alto nível chefiada pelo presidente de Cuba em uma visita histórica como essa», assegurou o presidente do Laos ao presidente cubano.

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Do mesmo modo, agradeceu à delegação por ser portadora de uma mensagem de afeto, solidariedade e fraternidade em nome do povo cubano, do Partido e do Governo. «Agradecemos imensamente esta visita, que é uma grande oportunidade para ajudar a fortalecer a amizade entre nossas nações», disse.

Enquanto isso, o presidente dos Conselhos de Estado e Ministros da República de Cuba expressou a grande honra de que para ele significa visitar novamente a terra irmã do Laos em uma data tão memorável.

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Apenas hoje, disse, comemora-se o 50º aniversário da fundação do Comando das Forças de Libertação Nacional do Laos, no distrito de Viengxay, um aniversário que também tem um significado muito especial para Cuba.

Então evocou como «as cavernas de Viengxay foram o cadinho onde a inquebrantável amizade e solidariedade entre Cuba e Laos foi forjada. Lá, no meio da floresta intrincada do lugar, começou a funcionar, naqueles anos de luta sangrenta, um hospital de campo rudimentar construído pelos vietnamitas, o Hospital Laos-Vietnã, mas cujo pessoal médico e de saúde era quase todo cubano».

«É por isso que o nosso povo, o Partido e o Governo, participam desta importante comemoração que também é nossa», insistiu.

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E em uma data tão memorável como esta visita, sublinhou, «quero compartilhar com vocês que, em meio ao processo de renovação, nosso país sob a liderança do general-de-exército Raul Castro Ruz, primeiro secretário do Comitê Central do Partido, onde uma nova geração dos cubanos assume posições de tomada de decisão, trazemos uma mensagem de continuidade ao Laos».

"Vamos trabalhar com toda vontade política para multiplicar e fortalecer a amizade que nos une», afirmou.

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Depois de concluírem as conversações oficiais, os dois presidentes presidiram a cerimônia de assinatura de dois importantes acordos entre a República Democrática Popular do Laos e a República de Cuba. O primeiro corresponde a um Acordo de Cooperação Esportiva entre o Ministério da Educação e Esportes do Laos e o Instituto Nacional dos Esportes; o outro consiste em um Memorando de Entendimento entre o Banco da República do Laos e o Banco Central de Cuba.

DIÁLOGOS DE CONTINUIDADE

Com Thongloun Sisoulith, primeiro-ministro da República Democrática Popular do Laos, e Pany Yathotou, presidente da Assembleia Nacional, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros e a delegação que o acompanhou neste país também tiveram reuniões.

Uma calorosa recepção foi dada tanto ao líder cubano, também grato por sua segunda visita ao Laos, desta vez como Chefe de Estado. Durante o diálogo diáfano e fraterno, falou-se sobre a história das relações que distinguem nossos partidos e governos; da amizade sincera que nos uniu por tanto tempo.

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«Cuba significa para nós um amigo, um verdadeiro irmão, um nome que significa luta e humanismo», disse o primeiro-ministro em particular. «É por isso que a sua visita à nossa cidade é um incentivo para continuar trabalhando e fortalecendo nossas relações de amizade», disse.

Enquanto isso, Díaz-Canel confessou que se sentia animado e grato pelas demonstrações de afeto recebidas desde a chegada da delegação cubana. De frutífero qualificou os três encontros, nos quais ratificou a prioridade que Cuba concede às relações de amizade que unem os dois povos, partidos e governos.

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E como um clímax ... a história, a solene homenagem. Como a delegação cubana fez em cada um dos países anteriores incluídos nesta digressão, o tributo essencial aos mártires permaneceu. Uma bela oferenda floral de rosas brancas foi colocada pelo presidente cubano no Monumento ao Soldado Desconhecido. «Para os heróis do povo do Laos do povo de Cuba», foi a nossa mensagem, como entre verdadeiros amigos corresponde.

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