ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O líder venezuelano convocou o domingo aos povos do mundo para solidarizar-se com a nação bolivariana em face das agressões do governo dos Estados Unidos. Foto: Misión Verdad

«DE repente, ao descer de uma cavidade, Caracas, lá está! (...) estendidas as encostas do íngreme Ávila (1). Não se ajoelharam aqueles que estavam predestinados a morrer pelo ditame do império, estavam resistentes, em pé, ocuparam a avenida onde o seu Presidente, com a voz quebrada pela insônia e a coragem, falou-lhes, «Eu já disse isso antes e 30 dias depois, o golpe de Estado falhou, nós o derrotamos em uma união cívico-militar, a vitória nos pertence».

Nicolás Maduro Moros, juntamente com o povo mobilizado em 23 de fevereiro em Caracas, perguntou aos responsáveis pela tentativa: «O que vocês vão fazer agora? Vão continuar brincando ao intervencionismo. Há um mês me comprometi e estou cumprindo o compromisso de, juntamente com o povo da Venezuela, defender a pátria».

Maduro perguntou aos partidários da oposição: «Por quanto tempo continuarão prejudicando o país, continuarão inventando jogos de desestabilização e prejudicando o país?»

O POVO SAIU ÀS RUAS

«O povo saiu às ruas para dizer ao império: Mãos fora da Venezuela», disse Maduro, referindo-se à mobilização que foi realizada em todo o país, não só em Caracas.

«É impressionante a combatividade, a consciência, as declarações que eu vi em vocês homens e mulheres a pé, do povo, os invisíveis, aqueles que nunca aparecem nas redes de televisão dos ianques», acrescentou.

O filho de Chávez, o presidente dos trabalhadores, exortou o povo a se sentir «orgulhoso da força que temos, da força e da coragem; sintam-se orgulhosos de serem invisíveis, porque somos invencíveis, indestrutíveis».

"Os invisíveis para as câmeras internacionais, para os jornalistas que vêm do mundo, que não mostram ao povo verdadeiro nem a madeira com a que foi feito, nem a consciência majoritária. Porque somos a maioria o pessoal de Hugo Chávez Frias», garantiu.

Afirmou que foi «uma batalha pela paz, com independência, integridade territorial, paz com justiça e igualdade social, paz com dignidade nacional».

PRESIDENTE VENEZUELANO APELA À SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, convocou, no dia 24 de fevereiro, os povos do mundo para a solidariedade com a nação bolivariana diante das agressões do governo dos Estados Unidos.

Através de sua conta no Twitter, o chefe de Estado sublinhou que Donald Trump tentou cobrir com um concerto na área da fronteira colombiana o plano de agressão escondido atrás da alegada ajuda humanitária, que pretendia entrar pela força em território venezuelano.

A Venezuela está sofrendo um severo bloqueio financeiro e econômico que custou neste ano mais de 30 bilhões de dólares ao país, várias vezes a quantia que se pretende enviar como «ajuda humanitária», junto com as ameaças imperialistas de invasão direta.

«O secretário do Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, e seus assessores, estão desesperados em criar um pretexto para a guerra», disse o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza.

Em sua conta na rede social digital Twitter, Arreaza disse que «a operação de 23 de fevereiro na fronteira com a Colômbia, queimando um caminhão com suposta ajuda ’humanitária’ na ponte internacional Simón Bolívar, estacionada no lado colombiano, deu errada».

MADURO PERCORRE CARACAS «EM CALMA»

O presidente Nicolás Maduro, através de um vídeo postado em seu Twitter, mostrou seu passeio pelas ruas da capital. «Andando pelas ruas de Caracas, calma e tranquila. Eu envio minhas saudações e agradeço ao povo de Nova York por sua solidariedade ativa, expressa nas ruas, com a Venezuela. A Paz Vencerá!», escreveu o presidente.

Em 23 de fevereiro, em Nova York, realizou-se uma manifestação que exigia o fim das intervenções de outros países nos assuntos do país sul-americano. Maduro agradeceu aos nova-iorquinos por tomarem as ruas em apoio à revolução bolivariana e por «pedir a Trump que tirasse as mãos da Venezuela».

O presidente destacou que Caracas é calma, «aqui está a nossa cidade em Caracas, mobilizada para defender a revolução e mobilizada em suas atividades normais», disse Maduro.

«O colosso ianque semeando a miséria» falhou mais uma vez. Caracas, ali está! (...) estendida ao pé do íngreme Ávila, bonito, coberto por um ‘manto vermelho, tecido pelas mãos de Chávez’, como ouvi cantar, acompanhado por quatro moradores das planícies, um músico do povo. •

O GOLPE REALITY SHOW, CAPÍTULO DE 23 de FEVEREIRO:

   (08h30): Depois de bater um tanque contra as grades que dividem a ponte Simon Bolivar três membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) passaram para o ouro lado da fronteira, sendo recebidos pelo deputado José Manuel Olivares, foragido da justiça venezuelana. O traço falso positivo era evidente.

   Começa a violência com um apelo às instalações militares (12h20). A partir de Caracas, o deputado Miguel Pizarro convoca para protestar fora dos quartéis militares e começar a entrada da 'ajuda humanitária' através das fronteiras.

     Desinformação e tentativa de pressão contra as forças de segurança (12h55): a "operação humanitária" é projetada através das vozes de Juan Manuel Olivares e Gabriela Arellano.

Primeiras provocações contra os elementos da Polícia Nacional Bolivariana. (13h20): o grupo de ‘voluntários humanitários’, localizado no lado colombiano da ponte, tentou atravessar a barreira da polícia.

-   Tentam arremessar os caminhões contra a barreira da polícia (14h10): Após a primeira tentativa de atravessar a proteção policial, no setor Ureña, o grupo de ‘voluntários humanitários’ foi lançado contra o cordão policial no lado venezuelano.

Operação psicológica em Santa Elena de Uairen (14h45): depois de confrontos violentos promovidos por grupos na cidade de Santa Elena de Uairen, os meios da imprensa noticiam um assassinato.

-   Maduro disse que o «golpe foi derrotado» e rompe relações diplomáticas com a Colômbia (15h22) em um ato público na Avenida Urdaneta, o presidente disse que o «golpe foi derrotado pela união cívico-militar chavista».

Fonte: Missão Verdade e Venezolana de Televisão (VTV).

[1] Antonio Pérez Bonalde, poeta venezuelano considerado pelos críticos como o maior expoente da poesia lírica no país.