ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O reclamo de Lula Livre escuta-se por parte de pessoas de boa vontade em todo o mundo. Photo: TELESUR

LULA tinha tudo ao seu favor para voltar à presidência do seu país, porém um escândalo em torno de um «departamento de luxo», supostamente fruto de atos de corrupção, derivou no processo arranjado que o levou, há mais de um ano, à prisão e levou ao triunfo da extrema direita, com os respectivos aplausos do novo governo para o então juiz Sérgio Moro, que viria a se converter — nada mais, nada menos — no ministro da Justiça.

Embora os áudios, vídeos e documentos develados pela The Intercept Brasil nos demonstram o que praticamente se sabia, eis a prova da grande encenação contra o líder do Partido dos Trabalhadores (PT), contra o que ele representa e é evidência exata da manobra judicial orquestrada contra os líderes da esquerda regional.

Um comunicado do PT indica que as ações de Moro e dos magistrados que conformam a comissão Lava Jato são «crimes contra a liberdade de Lula, contra o direito de defesa e o devido processo legal e, principalmente, contra a soberania do povo no processo eleitoral».

Reitera-se, ademais, que Lula é um preso político, condenado e encarcerado sem ter cometido nenhum crime, a não ser o de ameaçar, com a força do povo, o resultado eleitoral tramado pelos poderosos.

Muitas vozes foram escutadas, nas últimas horas de todos os recantos da nação sul-americana e mais além, de muitas partes do mundo, solicitando uma nova audiência judicial para analisar o processo de que Lula da Silva foi vítima, e inclusive, exigindo a demissão de Moro.

Na tarde da terça-feira, 11 de junho, soube-se que o juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) de Brasil, Gilmar Mendes, informou que a Segunda Sala da Corte julgará no próximo 25 de junho um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente, que demanda a recusa do ex-juiz Sérgio Moro no julgamento pelo qual Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão, e alude à parcialidade de Moro ao aceitar o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro.

Segundo indica a TeleSur, a defesa solicitou perante o STF suspender outros processos penais contra Lula, que estavam sob a responsabilidade de Moro, relacionados com supostos benefícios obtidos pelo ex-presidente através da reforma de um local em Atibaia, em São Paulo, e supostos subornos da construtora Odebrecht.