
Durante a conferência ministerial do Movimento Não-Alinhado (Mnoal), realizada este ano na Venezuela, o ministro das Relações Exteriores daquele país, Jorge Arreaza, expressou que essa entidade «é a vacina contra o câncer que representa agressão e dominação».
Precisamente o Mnoal, o segundo maior órgão do mundo, depois da Organização das Nações Unidas, é hoje uma expressão de resistência contra as tentativas de hegemonia econômica e política dos Estados Unidos, desempenhando um papel fundamental na preservação da paz mundial.
É um movimento que advoga a soberania e integridade territorial, igualdade entre raças e nações, não agressão, não interferência nos assuntos internos de cada país e coexistência pacífica.
Desde 1955 e no auge da Guerra Fria, em Bandung, teve lugar a fundação de um movimento que englobava, na época, 25 nações da África, Ásia e América Latina, que buscavam romper com a ordem colonial predominante.
O papel que o Mnoal desempenhou na luta contra o colonialismo, o racismo e o apartheid deve ser destacado.
Hoje, mais de 60 anos após a fundação, já somam 120 membros, o que mostra o posicionamento internacional dessa organização; o contexto e os desafios são diferentes, mas o objetivo permanece o mesmo: estabelecer uma aliança de estados independentes e estabelecer uma corrente neutra e desalinhada com a política internacional das grandes potências.
O Mnoal demonstrou sua capacidade de se adaptar às mudanças exigidas pelo cenário internacional atual e coloca seus princípios de desalinhamento com base na busca de soluções para problemas tão complexos como a pobreza, o desenvolvimento econômico e o desarmamento nuclear.
Foram realizadas 17 conferências na história da organização e, em cada uma delas, foram aprovadas declarações vitais para a coexistência pacífica, o desenvolvimento econômico das nações e a defesa do multilateralismo. A que começa em 25 de outubro, em Baku, no Azerbaijão, também estabelecerá um padrão para os desafios do século XXI.
Cuba está totalmente comprometida com a preservação e o fortalecimento do multilateralismo e com a solução pacífica de conflitos por meio de diálogo e negociação.
Nosso país, totalmente comprometido com o Movimento, sediou em Havana a celebração de duas Cúpulas de Chefes de Estado e de Governo do Mnoal (1979 e 2006), nas quais assumiu a Presidência.
Cuba assegura que trabalhará para um Mnoal inclusivo e representativo, em defesa do interesse coletivo e com ênfase na solidariedade, a pedra angular deste fórum de consulta.
«Estamos convencidos de que um mundo melhor e mais equitativo é possível, e a luta para conquistá-lo deve ser o objetivo prioritário dos Não-Alinhados», disse o general-de-exército Raul Castro, dando as boas-vindas aos participantes naquela Cúpula.






