
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, destacou a urgência de acabar com a desenfreada corrida armamentista de um mundo que, ante o flagelo pandêmico da Covid-19, mostrou sua fragilidade para garantir a vida e a saúde das pessoas.
Falando em 20 de fevereiro, de forma virtual, no Segmento de Alto Nível da Conferência das Nações Unidas sobre Desarmamento, o chanceler cubano afirmou que «mais do que nunca, a própria sobrevivência humana está em risco. A paz e a segurança internacionais estão ameaçadas pelos conflitos; guerras de rapina e guerras não convencionais; atos de agressão e tentativas de mudança de regime; e por uma corrida armamentista que esbanja enormes recursos essenciais para o desenvolvimento sustentável de nossos povos».
Comparou a incapacidade dos promotores da guerra de garantir o acesso universal aos serviços básicos de saúde, enquanto modernizam e expandem os arsenais nucleares.
«É necessário o fortalecimento do multilateralismo e o respeito irrestrito aos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional. A coexistência pacífica entre as nações exige que os governos se abstenham de exercer pressão sobre os outros e de aplicar medidas coercivas unilaterais injustas», disse Rodríguez Parrilla.
A este respeito, qualificou como um «ato cínico e hipócrita» do governo do ex-presidente Trump, a designação de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo, «para impor obstáculos adicionais a qualquer perspectiva de progresso nas relações bilaterais entre os dois países».
Bruno instou o novo governo a revogar a «decisão absurda e injustificada».
Insistiu na necessidade de o fórum cumprir seu mandato de negociar tratados multilaterais sobre desarmamento e dar atenção prioritária ao desarmamento nuclear e saudou o acordo entre a Rússia e os Estados Unidos, que amplia o tratado Start III.
O chanceler da Ilha maior das Antilhas disse que Cuba saúda a entrada em vigor do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, «um verdadeiro marco nos esforços internacionais por um mundo livre dessas armas», e destacou o orgulho de ter sido o quinto país para ratificá-lo. Reiterou a validade da Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, assinada pelos chefes de Estado e de Governo de toda a região, e concluiu revalidando a validade das palavras do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz: «Cesse a filosofia da expropriação e a filosofia da guerra acabará».
Palavras do ministro das Relações Exteriores da República de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, no Segmento de Alto Nível da Conferência sobre Desarmamento.
Senhor presidente:
O cenário internacional está cada vez mais perigoso e desafiador. Mais do que nunca, a própria sobrevivência humana está em risco. A paz e a segurança internacionais estão ameaçadas pelos conflitos; guerras de rapina e guerras não convencionais; atos de agressão e tentativas de mudança de regime; e por uma corrida armamentista que esbanja enormes recursos essenciais para o desenvolvimento sustentável de nossos povos.
As múltiplas crises geradas pela devastadora pandemia da Covid-19 mostraram a fragilidade de um mundo onde o acesso universal aos serviços básicos de saúde não é garantido, enquanto os arsenais nucleares são modernizados e ampliados e seu papel nas doutrinas militares de defesa e segurança, que continuam ameaçando a humanidade.
É necessário o fortalecimento do multilateralismo e o respeito irrestrito aos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional. A coexistência pacífica entre as nações exige que os governos se abstenham de exercer pressão sobre os outros e de aplicar medidas coercivas unilaterais injustas.
Em um ato cínico e hipócrita, em 11 de janeiro de 2021, o governo do presidente Donald Trump designou Cuba como Estado patrocinador do terrorismo, para impor obstáculos adicionais a qualquer perspectiva de progresso nas relações bilaterais entre os dois países. Instamos o novo governo a reverter essa decisão absurda e injustificada.
Senhor presidente:
É urgente que este foro cumpra seu mandato de negociar tratados multilaterais sobre desarmamento e dar prioridade ao desarmamento nuclear.
Preservar os acordos de desarmamento e controle de armas é crucial. Saudamos o fato de a Rússia e os Estados Unidos terem estendido o START III.
Saudamos a entrada em vigor do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, um verdadeiro marco nos esforços internacionais para um mundo livre dessas armas. Cuba se orgulha de ter sido o quinto país a ratificá-lo. Da mesma forma, tenho o prazer de anunciar que depositamos o instrumento de ratificação do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, em 4 de fevereiro.
Senhor presidente:
Reiteramos a plena validade da Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, assinada pelos chefes de Estado e de Governo de toda a região. Um mundo de justiça, dignidade e paz é possível se a cooperação entre os Estados prevalecer, se o direito internacional e os direitos dos povos à paz, ao desenvolvimento e à justiça forem respeitados.
Hoje as palavras do Comandante-em-chefe da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz preservam a validade e passo a citar: «Cesse a filosofia da expropriação e cessará a filosofia da guerra» (fim da citação).
Muito obrigado
(Cubaminrex)





