ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

A convicção de que Cuba superará a atual investida do Governo dos Estados Unidos foi ratificada na terça-feira, 20 de julho, por Rogelio Polanco Fuentes, membro do Secretariado do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e chefe de seu Departamento Ideológico, no encontro virtual Cuba vai vencer, do Foro de São Paulo com o Partido Comunista de Cuba.

«Nossa pátria revolucionária continua enfrentando o bloqueio, a agressão e o terrorismo que eles querem nos impor», disse Polanco, que denunciou no conclave o ataque sem precedentes da mídia contra o processo revolucionário cubano em face dos mais recentes acontecimentos ocorridos na Ilha maior das Antilhas.

Disse que hoje a Ilha insurrecional vive um dos capítulos da chamada guerra não convencional, em que se seguem táticas de uma suposta luta não violenta para gerar o caos e a instabilidade, todas pertencentes ao manual de ações manipulativas promovido por meio de plataformas virtuais, que reproduzem notícias falsas e deturpam a verdade.

Representantes dos partidos políticos e organizações da esquerda latino-americana e caribenha participaram do encontro de solidariedade com Cuba, que ratificou a decisão de defender o exemplo da Revolução Cubana e seu significado para as causas justas do mundo.

O Foro de São Paulo surgiu em 1990, a partir da convocação de Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel, para celebrar o primeiro encontro de movimentos e partidos políticos de esquerda da América Latina e do Caribe, e constitui um espaço de entrada das forças progressistas juntos para coordenar ações com o objetivo de combater o neoliberalismo, o capitalismo e suas políticas antipopulares.

CUBA VAI VENCER

A resistência do povo cubano na defesa de sua Revolução foi reafirmada pelo membro do Secretariado do Comitê Central do Partido, Rogelio Polanco, quando interveio na reunião virtual do Foro de São Paulo, em apoio à Ilha maior das Antilhas após as tentativas de desestabilização promovidas e financiadas do exterior recentemente.

Johana Tablada, diretora adjunta para os Estados Unidos do ministério das Relações Exteriores de Cuba, especificou que no momento há uma campanha de pressão brutal do governo dos Estados Unidos contra países que não se manifestaram contra a ilha, principalmente governos da América Latina. Também assegurou que é uma honra participar nesta sessão cheia de solidariedade, amor e respeito pela nobre causa de nosso povo e sua Revolução socialista tantas vezes atacada, e argumentou como Cuba tem estado, mais uma vez, sob uma tentativa vergonhosa e falhada dos Estados Unidos de destruir o que amamos.

Ao moderar o evento, Mónica Valente, secretária executiva da entidade regional, classificou os eventos como um capítulo derrotado pela unidade do povo cubano junto ao seu Governo e Partido. E culpou o criminoso bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos como o principal obstáculo ao desenvolvimento social da Ilha caribenha.

Acrescentou que, durante seis décadas, o povo cubano teve sofrimentos devido a esta política hostil, intensificada durante o governo de Donald Trump e que o atual presidente Joe Biden não mudou. E exemplificou isso com a inclusão de Cuba na lista de países que patrocinam o terrorismo e com as sanções aplicadas a 35 cargueiros venezuelanos pelo transporte de petróleo para o arquipélago.

«Em junho, a ONU aprovou novamente a Resolução pedindo o levantamento do bloqueio contra Cuba, com 184 votos a favor», disse o mais alto representante do Foro de São Paulo, e lembrou que no dia 11 de julho foi convocado o caos e apagada a notícia de que a Ilha havia conseguido a primeira vacina anti-Covid da América Latina, algo gerado por um projeto de guerra não convencional do ciberespaço.

Semelhante foi a opinião de Shen Beili, vice-chefe do Departamento Internacional do Comitê Central do Partido Comunista da China, que reconheceu que a política de cerco econômico da Casa Branca causa sofrimento e miséria ao povo cubano.

Exortou o Governo dos Estados Unidos a melhorar as relações com Cuba, de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas, porque «os direitos do povo cubano não podem ser negados em sua busca pela felicidade e pelo desenvolvimento». E acrescentou que seu Governo se opõe à imposição de sanções internacionais, apoia firmemente o respeito pela soberania de cada país e o direito à autodeterminação.

Concluiu reafirmando que as relações de amizade entre China e Cuba serão fortalecidas e que trabalharão por um maior intercâmbio bilateral e pelo fortalecimento dos laços culturais.

A amizade inquebrantável com o povo cubano também foi defendida pelos representantes do Partido Comunista do Vietnã e da Argentina, que relembraram o trabalho de desinformação dos meios de comunicação de massa na tentativa de esconder a verdade e levantam campanhas na mídia a favor de um golpe na ilha caribenha. .

Carlos Alejandro, da Frente Ampla do Uruguai, fez menção a um ato ocorrido neste mesmo dia em frente à Embaixada de Cuba em Montevidéu, no qual foram explicadas as características da nova agressão imperial e evidenciada a solidariedade com a Revolução Cubana .

Jaime Caycedo, secretário-geral do Partido Comunista da Colômbia, fez referência aos esforços de Cuba pela paz continental e por conseguir a assinatura de um acordo para acabar com a guerra em seu país.

Também denunciou os atos covardes e as agressões sofridas pela embaixada cubana em Bogotá, no último fim de semana.

Leonel Falcón, do Partido Humanista do Peru, ratificou o compromisso de seu povo na defesa da Revolução Cubana e lembrou a ajuda recebida de nosso país pelo contingente Henry Reeve, em diferentes momentos, para combater pandemias e catástrofes. Mencionou o gesto do líder da Revolução, Fidel Castro, de doar seu sangue e ajudar as vítimas do terremoto ocorrido em 1970. «Os peruanos gratos não podemos negar nossa solidariedade a Cuba».

O evento, transmitido online através das plataformas virtuais YouTube, Facebook, Twitter e o site do Fórum, contou ainda com mais de 14 intervenções de partidos e organizações de diferentes latitudes.