ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Ao receber a Medalha da Amizade, ela reafirmou seu compromisso de defender a Revolução Cubana até seus últimos dias. Photo: José Manuel Correa

O primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, lamentou a morte da incansável combatente argentina Alicia Jrapko, que dedicou sua vida a lutar pela justiça em nome de seus camaradas desaparecidos. Ela lutou com determinação pelo retorno de Elián, pela liberdade dos Cinco e contra o bloqueio.

«Adeus irmã», escreveu Díaz-Canel no Twitter. O ministro das Relações Exteriores Bruno Rodríguez Parrilla também expressou suas sinceras condolências pela morte desta ativista de solidariedade, nascida na Argentina e morando em Oakland, Califórnia, que vinha lutando contra um tumor maligno há mais de dois anos.

O Granma Internacional falou com ela durante o evento de solidariedade realizado em Havana, de 1 a 3 de novembro de 2019, onde expressou seu fiel ativismo como coordenadora do Comitê Internacional para a Paz, Justiça e Dignidade Popular nos EUA.

Ela nos instou a «refletir que hoje os EUA são uma sociedade em tumulto e com um sistema em declínio». O governo escolhe quais países atacar e quais apoiar, dependendo de seu comportamento diante das leis imperiais. Hoje o inimigo para eles é a Venezuela, Cuba, Bolívia, Síria e outras nações que escolheram proteger sua soberania sem se curvar aos interesses imperialistas.

«Cuba não fez nada aos EUA, nunca os atacou, mas esse governo deve justificar suas ações a fim de desviar a atenção para que as pessoas não possam refletir sobre o caos dentro do país. Há muitos problemas em casa em termos de desemprego, racismo, drogas, assassinatos e outros males. É uma sociedade que mostra um rosto de ódio, xenofobia, ao invés de mensagens de amor e paz», argumentou Jrapko, quie foi a chefa do Comitê Internacional para a Liberdade dos Cinco nos EUA.

«Tenho esperança, porque nos Estados Unidos nos unimos e lutamos para conquistar nossos direitos. Todos os dias lutamos e em algum lugar esta sociedade vai explodir», disse Alicia Jrapko, que recebeu várias distinções, incluindo a Medalha Félix Elmuza concedida pela união dos jornalistas cubanos, o Escudo da cidade de Holguín e a Medalha da Amizade concedida pelo Conselho de Estado da República de Cuba, sob proposta do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).