
12:05PM. VOTAÇÃO DA ONU SOBRE A RESOLUÇÃO DE CUBA CONTRA O BLOQUEIO NOS EUA
A favor: 185
Contra: 2 (EUA e Israel)
Abstenções: 2 (Brasil e Ucrânia)
Ausente: Libéria, Moldávia, Somália e Venezuela (em atraso).
11H30MIN. CUBA DENUNCIA NAS NAÇÕES UNIDAS OS EFEITOS DO BLOQUEIO DOS EUA
O ministro das Relações Exteriores cubano Bruno Rodríguez Parrilla toma a palavra às 11h30 da manhã de quinta-feira para denunciar mais uma vez perante a comunidade internacional as consequências do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA contra a Ilha.
Pela trigésima vez, a comunidade internacional votará este 3 de novembro contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra nosso país.
A lista de oradores nas Nações Unidas na quinta-feira inclui discursos das delegações da Etiópia, Nicarágua, Congo, Jamaica, Índia, Angola, Panamá, Argélia, Gabão, Tanzânia, Zimbábue e Cuba.
Durante o dia anterior, após a apresentação do projeto de resolução que expôs os danos desta política entre meados de 2021 e todos os anos de 2022, os principais grupos políticos e regionais do mundo se pronunciaram a favor de seu levantamento.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
10:40H. LAOS: ESTA MEDIDA TEVE UM PROFUNDO IMPACTO NO DESENVOLVIMENTO SÓCIOECONÔMICO DO ARQUIPÉLAGO
O representante da República Popular do Laos recebeu calorosamente o ministro das Relações Exteriores cubano Bruno Rodriguez, que está presente no conclave.
Também pediu o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos e reafirmou o apoio desse país ao governo e ao povo cubanos.
Disse que esta medida teve um impacto profundo no desenvolvimento socioeconômico do arquipélago e trouxe consequências e dificuldades para um povo inocente. Enfatizou que o bloqueio viola o espírito e os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, assim como o direito internacional.
«Unimo-nos à maioria dos Estados-membros da ONU para pedir o fim imediato do bloqueio, conforme previsto em numerosas resoluções da ONU», enfatizou.
«É importante que a comunidade internacional dê o apoio necessário e ajude a criar as condições para que Cuba, um Estado-membro independente e soberano das Nações Unidas, e seu povo, experimentem seu próprio caminho de desenvolvimento e ponham um fim às privações que sofrem», acrescentou.
Concluiu que sua delegação endossará e apoiará o fim do bloqueio contra Cuba e seu projeto de resolução. Além disso, ele exortou os Estados-membros a redobrar seus esforços e compromisso para promover o desenvolvimento sustentável equitativo, defendendo assim os direitos legítimos dos povos, conforme consagrado na Carta das Nações Unidas.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
10H30MIN. ETIÓPIA: OS ESTADOS UNIDOS DEVEM RESTAURAR AS MEDIDAS APROVADAS EM 2015.
A representante da Etiópia saudou o fato de que a questão do bloqueio está sendo discutida neste espaço multilateral, mas alertou que se trata de uma análise que vem sendo feita há mais de três décadas.
Reconheceu que o bloqueio viola todos os direitos do povo cubano e especialmente os decretos aprovados pela ONU e sua Carta Magna.
As medidas coercitivas contra a Ilha caribenha estão em vigor há mais de 60 anos e não conseguiram atingir os objetivos para os quais foram impostas. Estas sanções têm o objetivo de restringir a vida dos cubanos, mas hoje vemos que estes objetivos não foram alcançados, disse.
Cuba foi afetada por fenômenos naturais este ano e, no entanto, as sanções permanecem em vigor. «Envio nossas mais profundas condolências às vítimas e às pessoas afetadas por elas».
Medidas coercivas são atos deliberados para subjugar os países aos interesses das potências ocidentais. Eles têm feito um pesado tributo aos cubanos porque prejudicam sua qualidade de vida e o desenvolvimento econômico de um país.
O governo norte-americano deve restabelecer as medidas aprovadas em 2015 e estabelecer uma relação diplomática normal com Cuba.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
10: 20h ÁFRICA DO SUL: CUBA FOI PROA AJUDANDO PAÍSES QUE PRECISAM
O representante sul-africano juntou-se aos apelos para o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos, enquanto agradecia a Cuba por suas contribuições para a libertação de seu país e de outros no continente africano.
Também destacou que eles continuarão honrando a vida dos combatentes cubanos que sacrificaram suas vidas para que os africanos pudessem viver em democracia.
Apontou quantos sul-africanos foram capazes de estudar diferentes especialidades na Ilha maior das Antilhas, o que mudou a vida de várias gerações em seu país.
«Cuba tem sido uma proeza em ajudar os países em desenvolvimento necessitados de uma forma abnegada. Temos visto o apoio de Cuba em saúde e educação», disse.
Enfatizou que o bloqueio é uma injustiça, ainda mais palpável no momento em que as consequências da pandemia da COVID-19 estão sendo enfrentadas.
«O bloqueio ilegal e a aplicação extraterritorial de sanções a terceiros países continuam minando o potencial de Cuba», disse.
Detalhou como as sanções da OFAC sobre as transações dos cubanos impedem a aquisição de medicamentos, suprimentos e equipamentos para a pequena nação, limitando o alcance das Metas de Desenvolvimento Sustentável.
«A África do Sul apoia sem reservas a luta legítima de Cuba para desenvolver uma vida livre de sanções», reiterou.
Pediu à comunidade internacional que se unisse à demanda pelo fim do bloqueio para escrever um novo capítulo de esperança para o povo cubano.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
10H05 GRENADA: «CHEGOU A HORA DE ENCONTRARMOS SOLUÇÕES»
O representante de Granada disse que este é um momento importante para renovar nosso compromisso com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e também com as normas do direito internacional. A imposição do bloqueio econômico, comercial e financeiro é contrária a essas regras, que regem as relações pacíficas entre os Estados.
«Grenada está comprometida com a Carta. Defendemos seus princípios e objetivos, portanto reconhecemos a soberania e a igualdade dos Estados e nos unimos ao resto da Assembleia Geral para pedir o fim dessas medidas e do bloqueio contra Cuba».
O representante afirmou que isso facilitaria as mudanças socioeconômicas. «Também exigimos que Cuba seja retirada da lista de países que patrocinam o terrorismo», acrescentou.
Também reconheceu que Cuba sempre estendeu uma mão de solidariedade e amizade a outros países em desenvolvimento, começando por seus vizinhos imediatos. «Apesar de suas dificuldades como país, o espírito de cooperação de Cuba contribui para a paz e a estabilidade que queremos alcançar», disse.
«Chegou a hora de encontrarmos soluções que nos permitam coexistir pacificamente, e esperamos que isso facilite a mudança socioeconômica».
Agradeceu a Cuba por sua posição e reafirmou que o reinício das negociações é a única maneira de alcançar a paz.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
10:00h SÃO CRISTÓVÃO E NEVES: UMA PESSOA, UM MUNDO
Durante sua intervenção a representante de São Cristóvão e Neves lamentou as medidas unilaterais e coercitivas impostas pelos Estados Unidos contra Cuba, contrárias à Carta das Nações Unidas e que afetam a prestação de serviços ao povo cubano.
Expressou que «o bloqueio é um fardo extremamente pesado para Cuba e todo o Caribe, suas repercussões para a economia da Ilha são muito injustas».
O bloqueio é um ato hostil à integração e à paz, e um obstáculo ao desenvolvimento da nação cubana, ele enfatizou e exortou os Estados Unidos a porem um fim a esta política unilateral.
«Cuba reafirmou sua abordagem humanista no contexto da pandemia, com o desenvolvimento de suas próprias vacinas. Isto mostra que não é um país que patrocina o terrorismo», disse.





