ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
A vontade de Cuba é continuar estimulando e fortalecendo as relações com o Caribe, as relações com São Vicente e as Granadinas. Photo: Estudios Revolución

Kingstown.— «Estimado amigo», disse o presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ao primeiro-ministro de São Vicente e as Granadinas, Ralph Gonsalves, ao iniciar as conversações oficiais no sábado, 3 de dezembro, à tarde, como parte da visita que iniciou a esta nação irmã.

Nós, disse o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, «nos sentimos em casa aqui e agradecemos o caloroso acolhimento do povo e do Governo de São Vicente e as Granadinas», a quem pediu para transmitir seu «mais caloroso afeto e saudações».

O chefe de Estado falou de gratidão por «toda a ajuda que vocês nos deram nestes tempos difíceis que nosso país está passando», e destacou a maneira «muito exemplar» como o primeiro-ministro de São Vicente e as Granadinas liderou a posição do Caribe e da América Latina diante da exclusão de Cuba na última Cúpula das Américas.

Foto: Alejandro Azcuy 

O presidente também destacou a posição histórica de apoio a Cuba, ano após ano, votando a favor da resolução contra o bloqueio apresentada pela Ilha maior das Antilhas perante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Em particular, reconheceu a ajuda solidária que chegou de São Vicente e as Granadinas nos «momentos mais agudos do pico pandêmico que tivemos em 2021», quando eles enviaram um importante grupo de suprimentos médicos, bem como o apoio em outros cenários complexos enfrentados por Cuba.

São fatos, disse, «que nos mostram que existe uma amizade, uma relação bilateral, que vai além da formalidade».

O presidente cubano comentou com base nestes laços e nos sentimentos comuns que os distinguem, e considerou que esta visita é uma forma de honrar o «legado de como estas relações foram forjadas, com base na amizade entre você e nosso Comandante-em-chefe Fidel Castro e com o general-de-exército Raúl Castro, que deu continuidade a este legado».

Continuidade. Isto é também o que a delegação cubana traz a São Vicente e as Granadinas pois, tal como disse o chefe de Estado ao primeiro-ministro, «todos nós que estamos aqui, que fazemos parte de gerações que nasceram com a Revolução ou após o triunfo da Revolução, e que nos últimos anos, através de um processo natural, temos assumido responsabilidades fundamentais na liderança do país, ratificamos nossa disposição e nossa vontade de continuar fomentando e fortalecendo as relações com o Caribe, as relações com São Vicente e as Granadinas».

«Continuaremos consolidando o excelente nível de nossas relações políticas, e esta é, acima de tudo, a mensagem que desejamos levar a estas conversações oficiais».

Como parte das muitas ações que podem ser desenvolvidas nos dois sentidos para fortalecer os laços de cooperação, o presidente cubano apontou para um trabalho mais próximo no setor turístico; na produção de alimentos; na capacitação de recursos humanos; nas áreas de infraestrutura e construção; no intercâmbio em saúde e medicina; bem como ações para mitigar os efeitos da mudança climática.

«Tampouco podemos ignorar as relações nas esferas cultural e esportiva, especialmente na cultura, porque a cultura é nossa essência, vendo a cultura como algo mais universal: a cultura é o que nos une», afirmou.

UMA VISITA DE MUITOS SIMBOLISMOS E COMPROMISSOS

O primeiro-ministro Ralph Gonsalves descreveu a visita do presidente cubano como «simbólica». «É simbólico de muitas maneiras porque cimenta as relações entre nossos povos, governos e países, e cimenta também a solidariedade internacional e as relações de humanidade entre nós».

«A visita confirma a disposição de ambas as nações de avançar na consolidação de várias questões que cabem a nós, aos nossos respectivos Estados, assegurar que sejam cumpridas», disse Gonsalves.

«Estamos falando de irmãos», disse, «e com as ações que temos feito por Cuba só quisemos retribuir a gratidão que sentimos pelo que Cuba tem feito por nós e pelo mundo de uma forma tão abnegada».

O amigo lembrou Fidel, seu «guia e ensinamentos» quando disse que «vocês não dão o que lhe sobra, mas simplesmente compartilham o que vocês têm. Este é um princípio de solidariedade internacional e também ideias e princípios que se refletem no Antigo e no Novo Testamento da Bíblia».

«Há coisas que são pequenas, mas essas coisas pequenas também exigem que sejam respeitadas, e é o caso de Cuba». E mencionou então as muitas ocasiões em que São Vicente e as Granadinas recebeu o apoio da Ilha maior das Antilhas, como a colaboração na construção do aeroporto, na agricultura, na construção do centro de diagnóstico médico, e outras.

Mencionou o maravilhoso trabalho que é a Operação Milagre, que «toca o povo de São Vicente e as Granadinas, permitindo que milhares de pessoas recuperem sua visão gratuitamente».

Para Fidel, mais uma vez, a gratidão em suas palavras, porque nele também está a essência de um Programa que é, em muitos aspectos, um hino à solidariedade e à vida.