
Saint George.— Com uma homenagem aos 24 cubanos que morreram com os irmãos granadianos durante a invasão norte-americana de Granada, em 1983, o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, concluiu os dias intensos de trabalho realizado pela delegação oficial cubana no Caribe Oriental desde a semana passada.
O mausoléu fica em uma das colinas próximas ao aeroporto internacional Maurice Bishop, onde a brigada de construtores cubanos que participaram de sua construção acampou e que, em uma batalha desigual, mostraram o heroísmo de nosso povo ao enfrentar as tropas de elite do império ianque.
O presidente cubano lembrou o jovem Maurice Bishop, que lembrou, «à frente do Movimento Nova Jóia, liderou a heróica revolução que marcou o destino de Granada em 13 de março de 1979», data do triunfo de sua revolução, e que um mês depois estabeleceu relações diplomáticas com Cuba, brutalmente interrompidas pela invasão norte-americana.
«O governo dos Estados Unidos havia planejado destruir a Revolução granadiana desde o início, por tudo que representou nesta região», disse o chefe de Estado na cerimônia solene, que sublinhou as palavras do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz em novembro de 1983, quando disse: «Granada havia se tornado um verdadeiro símbolo de independência e progresso no Caribe».
Este mausoléu, além de honrar a memória dos caídos, também mostra «os tradicionais laços de colaboração e solidariedade entre nossos dois países», disse o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista, que reiterou o compromisso de Cuba de continuar consolidando suas relações com todas as nações irmãs do Caribe.
«Reafirmamos, mais uma vez, que Granada e o Caribe podem continuar contando com Cuba», disse.
A homenagem contou com a presença do ministro local das Relações Exteriores, Joseph Andall, e representantes das brigadas de colaboração e movimentos de solidariedade cubanos, bem como membros da delegação oficial da Ilha maior das Antilhas.
Liderada pelo presidente da República, a delegação fez visitas oficiais a São Vicente e as Granadinas e Barbados durante os últimos dias. Foi composta pelo membro do Bureau Político e ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla; pelos ministros Elba Rosa Pérez Montoya, da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente; José Angel Portal Miranda, da Saúde Pública; e Rodrigo Malmierca Díaz, do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro, bem como a vice-ministra das Relações Exteriores Josefina Vidal Ferreiro e Eugenio Martínez Enrique, diretor-geral para a América Latina e Caribe do ministério das Relações Exteriores, entre outras personalidades.
A missão oficial também participou da 8ª Cúpula Caricom-Cuba, convocada para comemorar o 50º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a Ilha maior das Antilhas e os primeiros países de língua inglesa da região que atingiram a independência: Jamaica, Trinidad e Tobago, Barbados e Guiana.
A reunião, realizada em Bridgetown, Barbados, prestou homenagem aos líderes desses países, pais fundadores da independência e da integração caribenha, e ao Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz. Também foram definidos importantes acordos e projetos para consolidar os laços econômicos, sociais e culturais.
Durante sua estada em Granada, o presidente cubano manteve conversações oficiais na quarta-feira, 7 de dezembro, com o primeiro-ministro Dickon Mitchell, e as delegações realizaram conversações oficiais nas quais foi acordado fortalecer os laços mútuos em diferentes áreas.
Na manhã de quinta-feira, 8 de dezembro, o presidente cubano se reuniu com o honorável dr. Keith Mitchell, líder do Novo Partido Nacional (NNP), atualmente na oposição, e também um grande amigo de Cuba; e com Sua Excelência Cecile Ellen Fleurette La Grenade, governadora-geral.





