ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Estudios Revolución

Buenos Aires, Argentina.—«Acredito que temos uma grande oportunidade pela frente», disse o presidente da República da Argentina, Alberto Fernández, ao inaugurar a 7ª Cúpula da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac) na terça-feira, 24 de janeiro.

A abertura foi precedida pela recepção dos chefes das delegações dos 33 países que pertencem ao mecanismo de cooperação e integração regional. Na sua chegada ao local da Cúpula, o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, foi saudado com um caloroso abraço pelo líder anfitrião.

Uma vez iniciado o encontro, Alberto Fernández — na qualidade de Presidente pro tempore da Comunidade — disse que 2022 foi um ano difícil e que, apesar disso, a voz da região pôde se ampliar no cenário mundial. Então pediu «uma grande salva de palmas» para o que tem sido uma das melhores notícias para a organização: o retorno do Brasil à Celac.

Alberto Fernández chamou o Brasil de uma nação irmã.

O presidente prestou especial atenção à região do Caribe, que, disse, «está sofrendo os efeitos da mudança climática». E referindo-se à região como um todo, disse que vivemos no continente mais desigual do mundo.

O presidente da República Argentina falou sobre os bloqueios, aqueles cercaos imperdoáveis. E neste ponto não esqueceu o fato de que Cuba «está sob um bloqueio há mais de seis décadas, e isso é imperdoável; e a Venezuela também. Estas são realidadesque não devemos permitir», enfatizou.

Em um mundo que, como disse, passou por mudanças, no qual as lições da Covid-19 parecem ter sido ouvidas por muito poucos, e no qual as forças de direita se levantaram em mais de um lugar, é muito importantetrabalhar em conjunto.

Sobre as relações bilaterais entre as nações latino-americanas e caribenhas, Alberto Fernández afirmou que devemos avançar em todo o continente.

«Temos que fazer da integração uma realidade, transformá-la em ações de progresso e avanço», disse o presidente pro tempore doa Celac, que também afirmou que chegou o momento de fazer do Caribe e da América Latina uma única região, defendendo os mesmos interesses.