ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Díaz-Canel se reuniu com Olaf Scholz, Volker Türk e Alicia Bárcena. Photo: Estudios Revolución

Marcada por séculos de exploração pelos centros tradicionais de poder econômico do mundo, considerada uma «pedreira» de riquezas naturais a serem saqueadas, tratada politicamente como um quintal, enfim, considerada menor, a América Latina e o Caribe são hoje uma terra emancipada contra esse pensamento colonial ultrapassado.

«Somos países independentes e soberanos, com uma visão comum do futuro, e para defender essa posição, construímos a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), como uma voz unificada e representativa de nossa unidade na diversidade».

Photo: Estudios Revolución

Foi o que afirmou com firmeza o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ao discursar na sessão plenária realizada em 18 de julho, no último dia da 3a Cúpula de chefes de Estado e de Governo da Celac-União Europeia, concluída em Bruxelas, Bélgica.

O presidente lembrou que a região não pode mais ser considerada um quintal dos Estados Unidos, nem pode aceitar a relação histórica por meio da qual «a pilhagem colonial e a pilhagem capitalista transformaram a Europa em credora e a América Latina e o Caribe em devedores».

Díaz-Canel disse que «hoje estamos vivendo mudanças profundas em nível global, com grandes riscos e desafios, mas também oportunidades». E se declarou otimista quanto à possibilidade, entre os dois blocos, de «construir melhores relações: mais justas, equilibradas, solidárias e cooperativas para melhorar a vida de nossos povos».

A COOPERAÇÃO É A VOCAÇÃO DE CUBA

Na terça-feira, 18, no âmbito da Cúpula, o presidente cubano também realizou intercâmbios bilaterais de alto nível.

De acordo com sua conta no Twitter, reuniu-se com o chanceler alemão Olaf Scholz, a quem, disse, «confirmamos nossa disposição de aprofundar o diálogo político, bem como nosso interesse em fortalecer e expandir os laços econômicos, comerciais e de cooperação em setores de interesse comum».

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Díaz-Canel também informou sobre a reunião com Volker Türk, Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos. Na reunião, disse que ratificou a disposição de continuar fortalecendo os laços de cooperação com o Escritório dos Direitos Humanos da ONU e seus mecanismos, sempre com base em um diálogo respeitoso e construtivo.

O chefe de Estado também teve a oportunidade de conversar com Alicia Bárcena, ministra das Relações Exteriores do México, uma reunião que descreveu como agradável, e na qual «ratificamos o interesse e o apoio para continuar promovendo uma agenda de trabalho bilateral e regional, que contribua para fortalecer a cooperação e o acordo em benefício de nossos povos e dos da região».