
PRETÓRIA, África do Sul.— O primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, chegou a esta cidade na noite de terça-feira 22 de agosto, (horário local), após concluir uma visita de Estado à nação irmã de Angola.
O chefe de Estado chegou com sua companheira Lis Cuesta Peraza e foi recebido por Nkosazana Dlamini Zuma, ministra da Presidência para Assuntos da Mulher, Juventude e Pessoas com Deficiência.
A delegação oficial que acompanha o líder cubano nessa viagem é composta pelo membro do Bureau Político e ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla; pelo ministro da Saúde Pública, José Angel Portal Miranda; pelo chefe do Departamento das Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista, Emilio Lozada García; pela primeira vice-ministra deo Comércio Exterior e o Investimento, Ana Teresita González Fraga, bem como por outros funcionários do governo e das relações exteriores.
Durante sua estada na África do Sul, o chefe de Estado participará da Cúpula do Brics, a primeira da qual a Ilha maior das Antilhas participará, que nessa ocasião também representa o Grupo dos 77 e a China, organização da qual é o atual presidente pro tempore.
O G77+China é o maior e mais diversificado grupo de nações em desenvolvimento, cujos 134 países representam dois terços dos membros das Nações Unidas e 80% da população mundial. Nessa ocasião, o tema central da reunião será «Brics e África: Parceria para Crescimento Mútuo Acelerado, Desenvolvimento Sustentável e Multilateralismo Inclusivo».
Também serão discutidos a promoção de uma nova ordem mundial, a reforma da arquitetura financeira internacional, a recuperação pós-pandemia, o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a eventual expansão da participação do Grupo Brics, atualmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, entre outros assuntos.
Espera-se que, durante sua estada nesse país do continente africano, o presidente Díaz-Canel, além de participar da Cúpula, mantenha reuniões bilaterais com vários líderes regionais; preste homenagem à história sul-africana; bem como realize intercâmbios com colaboradores dessa nação, representantes do movimento de solidariedade com a Ilha maior das Antilhas; residentes cubanos e membros de nossa missão estatal na África do Sul.
Fortes laços históricos distinguem os vínculos entre as duas nações, cujas bases foram estabelecidas na amizade de Fidel e Mandela, e na contribuição de Cuba à luta contra o apartheid, o colonialismo e a independência dos países da África Austral.





