ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Foto: Razones de Cuba 

As estratégias da extrema direita em Miami para minar o apoio internacional a Cuba na Assembleia Geral das Nações Unidas, onde será votada a questão do bloqueio dos EUA contra a Ilha, nos dias 1 e 2 de novembro, foram reveladas pelo cientista político basco Katu Arkonada, por meio da rede social x, antigo Twitter.

O pesquisador aponta para informações recebidas de suas fontes em Washington, que confirmaram reuniões entre o terrorista Orlando Gutiérrez Boronat e funcionários do Departamento de Estado.

«O objetivo é criticar o governo cubano por supostas violações de direitos humanos e pela manutenção de um sistema econômico supostamente inviável. A questão seria qual é a relação entre o bloqueio e a “inviabilidade” do sistema», aponta Arkonada.

Acrescenta que Boronat pedirá aos governos do Paraguai, Uruguai e Peru (todos de direita) que se juntem às campanhas, cujo objetivo é impor a opinião de que a disputa dos EUA é com o governo da Ilha maior das Antilhas e não com seu povo.

Em seu X-thread, Katu afirma que suas fontes de inteligência lhe disseram que Boronat também visitará a Argentina para entregar instruções ao candidato presidencial Javier Milei e dinheiro para sua campanha.

Entre os argumentos que usará estão os novos agentes econômicos do setor privado que recebem licenças comerciais e até mesmo facilidades de crédito para a compra de alimentos. Tudo sob licença do OFAC do Departamento do Tesouro, que «administra» o bloqueio/chantagem.

Em sua denúncia pública, o cientista político aborda as pressões exercidas por Rosa María Payá, ex-sócia de Luis Almagro e a pessoa que está coordenando os esforços na Organização dos Estados Americanos para desacreditar o relatório cubano.

«A mensagem será que não há bloqueio, mas apenas sanções bilaterais», explica Arkonada, «mas o relatório que Cuba apresentará refuta essa afirmação».

«Apesar do compromisso e da transferência de fundos (NED, Usaid, CIA) para a operação de Boronat e Payá, minhas fontes no Departamento de Estado me informam que sua paciência (e, portanto, orçamento) para esses personagens anticubanos está se esgotando», acrescenta.

O site Razones de Cuba, uma plataforma de mídia que denuncia as ações subversivas dos EUA contra a Ilha, acrescenta que a paciência (e, portanto, o orçamento) dos personagens anticubanos está se esgotando. O site Razones de Cuba, plataforma midiática que denuncia as ações subversivas dos Estados Unidos contra a ilha, acrescenta que os recentes sucessos diplomáticos do maior das Antilhas como presidente pro tempore do Grupo dos 77 mais a China, a realização de uma cúpula dessa organização em Havana, a destacada participação da nação na 78ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, bem como sua eleição como membro do Conselho de Direitos Humanos (CDH) incomodaram o cluster de Miami e seus fantoches, as agências de inteligência e o Departamento de Estado, que buscam a todo custo sabotar Cuba no cenário internacional.

Arkonada denunciou que, em agosto, Boronat visitou Kiev como parte de um roteiro elaborado pelas agências de inteligência dos EUA que ia além da propaganda antirrussa e antirrevolução cubana. «Naquela época, Cuba era candidata à reeleição como membro do Conselho de Direitos Humanos, e o terrorista usou essa viagem para espalhar notícias falsas sobre a suposta intervenção de militares cubanos na Operação Especial Russa na Ucrânia», denunciou.