
O membro do Bureau Político do Partido e presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular, Esteban Lazo Hernández, teve uma reunião na quinta-feira, 22 de fevereiro, após sua chegada ao Quênia, com o presidente desse país, William Ruto.
A visita tem como «missão prioritária», de acordo com o ministério das Relações Exteriores de Cuba, medidas urgentes para buscar esclarecimentos e cooperação em relação ao caso dos médicos Assel Herrera Correa e Landy Rodríguez Hernández, sequestrados naquele país em 12 de abril de 2019, e sobre os quais há notícias não confirmadas de sua morte na Somália, para onde foram levados por seus sequestradores.
O chefe de Estado queniano destacou, por meio das redes sociais, as excelentes relações bilaterais entre Cuba e seu país há mais de duas décadas; os mecanismos políticos dos quais ambos fazem parte, e que Lazo Hernández, que foi descrito pela Ilha como um enviado especial de alto nível, chegou com «uma mensagem especial do presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez».
Um comunicado recente do ministério das Relações Exteriores de Cuba explicou que o governo cubano dá prioridade absoluta às medidas que estão sendo tomadas por vários meios e por parte de diferentes atores internacionais para obter as informações mais objetivas sobre os eventos.
Desde domingo, 18 de fevereiro, também foram iniciados contatos oficiais com o governo da Somália para obter informações mais precisas sobre as operações militares relatadas.
De fato, o membro do Bureau Político e ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, informou ao X que havia conversado com seu colega somali, Ali Mohamed Omar, sobre a cooperação necessária para esclarecer a situação atual de nossos médicos.
Uma porta-voz do Comando Africano dos Estados Unidos (Africom) confirmou que ações desse tipo ocorreram na noite de 15 de fevereiro, dia em que circulava a possibilidade de morte dos médicos cubanos, devido a um bombardeio de drones por parte das forças armadas dos EUA na cidade de Dilib, na Somália, onde eles estavam sendo mantidos como reféns.
Até o momento, de acordo com o Minrex, não houve nenhuma declaração pública do governo dos EUA ou de suas forças armadas confirmando a notícia sobre os colaboradores cubanos sequestrados ou negando o que foi relatado.






