ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
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O banco privado EFG International se tornou uma das últimas vítimas da perseguição financeira dos Estados Unidos contra Cuba, por meio da política unilateral de bloqueio contra as fontes de renda do país e os mecanismos pelos quais se movimentam os fundos financeiros.
 O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos denunciou a «violação» das normas do bloqueio por parte da instituição bancária suíça. Baseou-se no fato de que entre 2014 e 2018, o EFG, com sede em Zurique, processou 868 transações de valores mobiliários para clientes em Cuba, e para um cidadão chinês, incluído na lista negra de supostos patrocinadores estatais do terrorismo, na qual a Ilha é arbitrária e injustamente mantida, informou a Prensa Latina.
 Comentando o incidente, o membro do Bureau Político cubano e ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, disse ao site X que se tratava de uma «evidência clara da aplicação cruel do bloqueio genocida contra o povo cubano».
 «Aqueles que tentam minimizar os danos causados pelo bloqueio e sua natureza intimidadora e extraterritorial estão mentindo», acrescentou o ministro das Relações Exteriores.
 A multa imposta à instituição bancária que, de acordo com o The Wall Street Journal, tem cerca de 40 subsidiárias globais e também processou cinco pagamentos em 2023 para uma pessoa bloqueada por sanções impostas contra a Rússia no exterior, chega a cerca de 3,7 milhões de dólares.
 Embora os dados sobre as multas aplicadas pelo Departamento de Comércio aos parceiros de Cuba ainda estejam sendo compilados, a vice-diretora geral da diretoria dos EUA, do ministério das Relações Exteriores de Cuba, Johana Tablada, em diálogo com a PL, afirmou que já se pode dizer que «eles bateram o recorde dos anos anteriores».