
Um compromisso especial une Cuba com a África, pois pelo sangue de seus filhos corre a daqueles seres humanos que foram arrancados de suas terras e que conformaram um dos episódios mais vergonhosos da civilização: a trata negreira.
Com essa certeza teve lugar, em 10 de junho, no emblemático salão Portocarrero, do Palácio da Revolução, o ato central pelo Dia do continente-mãe, que contou com a presença do primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez; bem como do presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular, Esteban Lazo Hernández; e o vice-presidente da República, Salvador Valdés Mesa, ambos membros do Bureau Político.

Lazo Hernández expressou, na cerimônia, que a África «faz parte indissolúvel da própria essência da nossa nação. Ao comemorar seu dia e homenageá-la, reconhecemos sua rica história, valores, e grande diversidade cultural, e ressaltamos seu enorme potencial, nobreza, entusiasmo, resistência de seu povo».
Em suas palavras, o líder cubano destacou: «Festejamos neste contexto os avanços da União Africana (UA), depositária do legado da Organização para a Unidade Africana (OUA), constituída há 61 anos», e foi enfático: «África esteve e sempre estará entre nós».

Por seu lado, o excelentíssimo senhor Nasser Mohamed Ousbo, embaixador da República de Djibouti, e decano do corpo diplomático africano presente em Havana, expressou seus sinceros agradecimentos ao povo e ao Governo de Cuba, «que sempre estiveram perto do continente africano, até ao ponto de compartilhar suas alegrias e sofrimentos».
Em um assunto qualificado por ele como «capital», o diplomata tornou pública a condenação «tanto do bloqueio estadunidense como da inclusão de Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo».





