
Caracas, Venezuela.— O membro do Bureau Político e ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, denunciou em 15 de agosto, no X, a tentativa de alguns membros da OEA de impor uma resolução sobre o processo eleitoral venezuelano, que mantém o caráter interferente da resolução anteriormente rejeitada.
«Denunciamos as tentativas de alguns membros da OEA de impor uma resolução sobre o processo eleitoral na Venezuela, que mantém o mesmo caráter interferente da resolução rejeitada anteriormente».
«Pedimos que se abstenham de promover ações que gerem instabilidade e violência naquele país».
Trata-se de uma reunião que será realizada na tarde de hoje, em Washington, para reconsiderar a minuta apresentada anteriormente, desta vez com as modificações recebidas após a sessão de negociação realizada na última terça-feira, 13 de agosto.
Enquanto isso, o presidente Nicolás Maduro condenou publicamente a intromissão de outros países nos assuntos internos da nação sul-americana, especialmente os Estados Unidos, que «não são a autoridade eleitoral da Venezuela».
«Somos um país soberano e vamos provar isso», declarou.
Por outro lado, o procurador-geral da República, Tarek William Saab, revelou à imprensa nacional e internacional os principais atores das “guarimbas” (revoltas nas ruas) que ocorreram nas 48 horas seguintes às eleições presidenciais.
O resultado dessa atividade da «extrema direita neonazista» foram 25 assassinatos, todos atribuídos a bandidos que, após serem pagos em dólares, tentaram provocar uma guerra civil. Seu principal assessor foi o líder do Voluntad Popular, Gilber Caro.
Os principais terroristas «foram presos em tempo real e esse plano de recrutar grupos criminosos para gerar violência foi desmantelado. Estamos fazendo justiça imediatamente», disse.
Da mesma forma, a presidente da Suprema Corte de Justiça, Caryslia Rodríguez, informou o início da perícia técnica do material eleitoral coletado nas audiências da semana passada, para dar continuidade ao contencioso recurso apresentado por Nicolás Maduro.





