ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

CARACAS, Venezuela.— Um mês após a vitória do povo bolivariano nas eleições presidenciais, a Casa Branca e seus aliados persistem, sem sucesso, em desestabilizar a paz conquistada internamente na união civil-militar.

«Cuidem dos assuntos de seus membros. Respeitem a autodeterminação e a soberania da Venezuela. Continuem competindo servilmente entre si para ganhar uma estrela na bandeira dos Estados Unidos. Desfrutem do ranger das garras da águia imperial em seus ombros».

«(...) Respeitem os povos de nossa América Latina e do Caribe. Respeitem seus próprios povos. Para seu próprio bem, fiquem longe dos assuntos internos da República Bolivariana da Venezuela, do bravo povo de Simón Bolívar».

Foi assim que Jorge Arreaza, secretário executivo da ALBA-TCP, respondeu ao Conselho Permanente da OEA, que em 28 de agosto, em uma sessão extraordinária, solicitou a ativação do princípio da complementaridade, em vista da suposta violação dos direitos humanos na Venezuela.

Além disso, o secretário-geral da OEA reiterou «o pedido de indiciamento e mandados de prisão contra os principais responsáveis pelo regime autoritário venezuelano», o que inclui o presidente legítimo Nicolás Maduro.

Em resposta a essa interferência provocativa e à tentativa de mobilização convocada pela líder do partido Vente Venezuela, María Corina Machado, o povo saiu às ruas para celebrar sua democracia participativa e protagonista.

Do Palácio de Miraflores, o presidente venezuelano, junto com seus compatriotas, disse: «Hoje podemos dizer que a verdade do povo triunfou».