
No fim da longa viagem,/ Ho Chi Minh suave e acordado:/ sobre a alvura do traje/ se inflama seu coração aberto. / Não traz escolta, nem servente./ Atravessou montanha e deserto:/ na alvura do traje,/ somente o coração aberto./ Não quis mais nada para a viagem.
Assim descreveu Nicolás Guillén, Ho Chi Minh, no poema que lleva o nome do líder fundador da nação vietnamita, que faleceu em 2 de setembro de 1969, há 55 años.
O mundo lembra Ho Chi Minh como um grande sábio e um excelente político. Em seu país, e em muitas outras terras do mundo, gerações após gerações reconhecem nele o homem de pensamento e ação que guiou o Vietnã rumo à independência e a unificação, depois da guerra. Sua liderança e visão foram cruciais na criação da República.
Estabeleceu as bases do Partido Comunista, cimentado no marxismo-leninismo e na luta de classes, influências que se refletem hoje na estrutura política, econômica e social de sua nação. Ho Chi Minh favoreceu as relações com outros países socialistas e movimentos de libertação no mundo todo. Em dezembro de 1960, Cuba se converteu no primeiro país do hemisfério ocidental em estabelecer relações diplomáticas plenas com o Vietnã.
Sobre o vínculo entre ambas as nações, o líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, expressou que «ao povo de Vietnã estamos dispostos a dar não já nosso açúcar, mas também nosso sangue, que vale muito mais que o açúcar!».
Da remota Ásia, Ho Chi Minh diria sobre esses laços: «Somente quero dizer que entre Cuba e o Vietnã há tanta distância que quando um deles dorme, o outro está acordado. Antigamente se dizia do império inglês que o Sol nunca se ocultava para a bandeira inglesa.
«Mas agora é preciso dizer que o Sol nunca se esconde para a bandeira da Revolução. Quer dizer, que nossos países geograficamente são antípodas, mas há uma identificação completa no moral».
O primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, evocou, mediante uma mensagem na rede social X, por ocasião do aniversário da independência do Vietnã e da partida física do camarada Ho Chi Minh, «suas contribuições à construção do socialismo e seu legado, junto ao Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, aos vínculos indestrutíveis entre Cuba e o Vietnã».
Os ensinamentos do Tio Ho constituem uma parte integral da identidade nacional do Vietnã. Sua influência se percebe em muitos aspectos da vida contemporânea do país, para que seja – como ele mesmo diria – «cem vezes mais belo».





