ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

Caracas, Venezuela.– «Mais uma vez, as autoridades dos Estados Unidos, em uma prática criminal reincidente, que não pode ser qualificada de outra coisa que não seja pirataria, confiscaram, ilegalmente, uma aeronave que vinha sendo utilizada pelo presidente da República, justificando-se nas medidas coercitivas, que de maneira unilateral e ilegal, impõe no mundo».

Assim denunciou o Governo venezuelano a confiscação, em 2 de setembro, de um avião que se encontrava na República Dominicana, e que foi levado para o estado da Flórida.

Nesta flagrante violação das leis aeronáuticas estiveram envolvidas várias agências federais, bem como o Departamento de Segurança Nacional, o Departamento do Comércio, o Gabinete de Indústria e Segurança, e o Departamento da Justiça dos EUA.

O documento, difundido pelo chanceler Eván Gil, assegurou que Washington demonstrou que utiliza «seu poderio econômico e militar para amedrontar e pressionar outros Estados», com o fim de que sirvam de «cúmplices em seus atos criminosos».

Ainda, afirma que a Venezuela «se reserva o direito de empreender qualquer ação legal para reparar este dano à nação, bem como todos os outros danos causados pela política criminosa» para o país. O povo de Simón Bolívar, «fiel à sua tradição antiimperialista e anticolonialista não se deixará pressionar por nenhuma agressão».

Na rede social X, o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, manifestou que «mais uma vez, a Venezuela é alvo das agressões e a chantagem», e denunciou o despojo de recursos que pertencem a essa nação.

Lembremos que em junho de 2022, o governo da Argentina, em conluio com a Casa Branca, confiscou o Boeing 747-300, da Empresa de Transporte Aerocargo del Sur (Emtrasur), filial da Conviasa e propriedade da Venezuela. Depois, em fevereiro deste ano, a aeronave foi transferida para os Estados Unidos, onde foi desmantelada.