
Cidade do México.– «Estou convencido de que vamos sair na frente». Assim afirmou, na noite do domingo, 29 de setembro, o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, em um encontro na embaixada de Cuba no México, com um grupo de compatriotas que trabalha nessa nação.
Fundamentou a sua afirmação em fortalezas como a sabedoria e o altruísmo de um povo que não se rende, e sublinhou: «No dia em que superemos o bloqueio, quanto vamos ser capazes de fazer?».
No salão Granma da embaixada, o embaixador da Ilha maior das Antilhas, Marcos Rodríguez Costa, ofereceu uma recepção marcada pelo carinho e a familiaridade à delegação de alto nível que chegou aqui, em uma visita de trabalho, para participar da posse de Claudia Sheinbaum como presidente, e para ter encontros com amigos e personalidades.
Nas cordiais boas-vindas estiveram os trabalhadores da Missão, os cônsules cubanos que trabalham no México, empresários da Ilha, e uma representação dos médicos que cooperam nessa nação.
Antes de compartilhar algumas ideias, o presidente fez questão de falar da maneira tão singular em que começou a noite: com a alegria das crianças presentes na embaixada, as quais fizeram uma original homenagem a José Martí.
«Era para nós muito importante poder compartilhar com vocês», disse Díaz-Canel aos presentes, e dedicou sentidas palavras a Andrés Manuel López Obrador (AMLO); «um dos presidentes que mais tem feito por Cuba».
Foi enfático ao falar sobre o apoio direto e coerente de AMLO, e confessou não esquecer o que expressou o presidente quando se produziu o acidente nos depósitos de combustível na província de Matanzas: «Aos irmãos não se pergunta do que estão precisando; primeiramente se envia a ajuda e depois se pergunta».
López Obrador sempre esteve buscando maneiras mediante as quais Cuba possa sair do bloqueio recrudescido, destacou, assim como a ética do amigo que dedicou muitas de suas apresentações de manhã a agradecer a presença em seu país dos médicos cubanos.
CUBA E SUAS BATALHAS
«Vamos falar então de Cuba», disse, antes de começar explicando sobre a situação complexa, sobre o bloqueio recrudescido que está vivendo o país caribenho. O chefe de Estado também falou de estratégias com as que contam o Partido Comunista e o governo para reverter as distorções e continuar avançando.
Das visitas aos municípios e às províncias, desse método que busca tocar com a mão como se estão fazendo as coisas, conversou o mandatário. «Por que alguns quebram a inercia e outros não? Por que acontece dessa forma, se o bloqueio imperial gravita com sua mesma força terrível em todos os âmbitos?», perguntou.
Conversou então da produção de alimentos e da geração eléctrica, duas altas prioridades. Quanto à primeira, recalcou que somente uma maior oferta tornará possível impactar diretamente nos preços, e que há planos no horizonte, como os que vem nascendo a partir da ajuda de outros amigos firmes.
A explicação do presidente, entre outras ideias, tinha a ver com que, em dias recentes, e no contexto da visita a Cuba do presidente vietnamita, camarada To Lam, foram assinados alguns planos, como o de cooperação entre o ministério cubano da Agricultura e o vietnamita da Agricultura e Desenvolvimento Rural, sobre a promoção da produção de arroz, a fim de garantir, gradualmente, a segurança alimentar no período 2025-2027, e até o ano 2035.
Quanto ao tema energético, disse que no ano próximo terá lugar um processo de investimentos que vai melhorar a atual situação do país.
Díaz-Canel fez uma referência ao significado que o México tem para a Ilha maior das Antilhas. «Este é um país importante, um país estratégico para Cuba». E enfatizou em que, por um longo tempo, nas boas e nas más, ninguém conseguiu quebrar essa amizade: «Há muitos pontos que nos unem, na história comum de ambos os países». E sobre AMLO voltou a expressar: «Algum dia os historiadores terão que escrever a história de López Obrador como um amigo sincero de Cuba».
A propósito de uma história marcada pela cooperação, lembrou que os médicos cubanos mais de 3 mil atualmente na terra mexicana «deram uma lição de profissionalismo» perante um povo que já os quer e os reconhece».








