ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Não podemos mais ignorar o que o mundo pensa. Foto: Extraída da conta X de Bruno Rodríguez Parrilla. 

Mais uma vez, a maioria dos países membros das Nações Unidas votou a favor da Resolução que exige o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba.
 A comunidade internacional votou com 187 votos a favor, dois contra (Estados Unidos e Israel) e uma abstenção (Moldávia), uma demanda que é consistente com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e que há mais de 30 anos tem lugar na Assembleia Geral, embora nada tenha mudado na política implementada pela Casa Branca.
 O consenso das mensagens enviadas pelos representantes das nações em Nova York, na quarta-feira, 30 de outubro, apontou o bloqueio como uma das limitações para que Cuba avance plenamente na implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, no impulso econômico e nas relações comerciais em escala global, e nas políticas internacionais.
 Em uma resposta pública, Ernesto Soberón Guzmán, representante permanente da Ilha maior das Antilhas nas Nações Unidas, afirmou que, se o governo dos EUA respeitasse a Carta e o direito internacional, cumpriria as resoluções adotadas pela Assembleia Geral, exigindo o fim da flagrante violação contra Cuba.
 De 1º de março de 2023 a 29 de fevereiro de 2024, o bloqueio norte-americano causou mais de 5 bilhões de dólares em danos materiais a Cuba, o que significa um aumento de 189,8 milhões de dólares em relação à cifra informada no relatório anterior.
 Se levarmos em conta o comportamento do dólar em relação ao valor do ouro no mercado internacional, o chanceler cubano detalhou que os danos acumulados durante mais de seis décadas de aplicação dessa política causaram prejuízos de mais de 1.49 trilhões de dólares.