ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
A longa e sincera amizade entre os dois países «encoraja-nos a continuar trabalhando para a consolidação do diálogo político ao mais alto nível», afirmou Díaz-Canel Photo: Estudios Revolución

«Hoje, somos chamados a celebrar os 50 anos de relações diplomáticas entre a República Democrática Popular do Laos e a República de Cuba, duas nações unidas por uma longa tradição de amizade, solidariedade e cooperação que se consolidou ao longo do tempo, apesar da distância geográfica», disse. Assim o expressou ontem, desde a Sala Portocarrero do Palácio da Revolução, o membro da Mesa Política e vice-presidente da República, Salvador Valdés Mesa.
Na presença do primeiro-secretário do Comité Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, Valdés Mesa sublinhou que os laços entre as duas nações se têm vindo a reforçar ao longo do tempo e «são uma expressão da maturidade e do elevado nível de confiança mútua entre as mais altas autoridades dos nossos partidos e governos».
Valdés Mesa lembrou «a visita histórica ao Laos do general-de-exército Raúl Castro Ruz em 2005, na qual ratificou a vontade de aprofundar os laços em áreas como a saúde, a educação e o esporte».
Lembrou também a visita «do camarada Miguel Díaz-Canel Bermúdez, na sua qualidade de presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros da República de Cuba, em 2018, e as posteriores visitas ao nosso país do então presidente da Assembleia Nacional, e do vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores dessa nação irmã, em 2019».
«Por ocasião da visita ao Laos do primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz, em outubro de 2022, foram rubricados acordos de cooperação que contribuíram para o avanço dos nossos laços». O vice-presidente referiu áreas de benefício mútuo como a agricultura e a biotecnologia, bem como iniciativas conjuntas no domínio da saúde e das ciências médicas.
«Mais recentemente, destacamos a visita a Cuba do presidente Thongloun Sisoulith, em setembro de 2023, para participar na Cúpula do Grupo dos 77 e da China. As imagens dos encontros fraternos do líder do Laos com o general-de-exército Raúl Castro Ruz e o presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez foram eloquentes».
A longa e sincera amizade, sublinhou, «encoraja-nos a continuar trabalhando para a consolidação do diálogo político ao mais alto nível, com base na transparência e no reforço da cooperação bilateral. Continuaremos envidando esforços para a tornar cada vez mais abrangente e sustentável».
«Continuaremos promovendo, com criatividade, o intercâmbio entre as jovens gerações de cubanos e de laocianos, a fim de preservar tão belas e profundas tradições de solidariedade e de fraternidade».
«Será uma forma de prestar homenagem aos nossos líderes históricos, de preservar o legado daqueles que tombaram em defesa da independência, da liberdade e da dignidade dos nossos povos».
Por seu lado, Vanhtha Sengmeuang, embaixador da República Democrática Popular do Laos, declarou-se muito feliz e honrado por representar o Partido Revolucionário do Povo do Laos, o seu governo e o povo multiétnico do Laos na celebração desta data histórica.
«Estamos muito orgulhosos», afirmou, «porque nos últimos anos o Laos e Cuba reforçaram as suas relações em vários domínios». O embaixador disse que o país caribenho, apesar do bloqueio imperial que sofreu durante tanto tempo, não deixou de apoiar a nação amiga e que, no meio da incerteza que o mundo está sofrendo, a República Democrática Popular do Laos reafirma a sua solidariedade com Cuba, em apoio ao fim do bloqueio imperial e contra a inclusão da Ilha maior das Antilhas na lista de países alegadamente patrocinadores do terrorismo.
O evento contou ainda com a presença do secretário de Organização do Comité Central do Partido, Roberto Morales Ojeda; do ministro das Relações Exteriores Estrangeiros, Bruno Rodríguez Parrilla; e do secretário-geral da Central dos Trabalhadores de Cuba, Ulises Guilarte de Nacimiento, todos membros do Bureau Político.