
Caracas, Venezuela.— A 12ª Cúpula Extraordinária da ALBA-TCP foi realizada em 3 de fevereiro pela internet, na qual o presidente venezuelano Nicolas Maduro disse que é preciso trabalhar para impulsionar soluções para nossos povos, «para as questões de desenvolvimento econômico, produtivo, cultural e educacional, direitos sociais à saúde e à vida, e paz».
Precisamente, a primeira questão discutida foi a coordenação para exigir o respeito aos direitos dos migrantes. A esse respeito, o presidente da Bolívia, Luis Arce, insistiu que «o verdadeiro desafio» está em evitar tentativas de criminalizar a migração.
Acrescentou que a Aliança deve direcionar seus esforços para que a ONU declare a migração como um direito humano e pediu a rejeição das políticas dos EUA contra esse fenômeno. «Condenamos a propagação de discursos de ódio e xenofobia contra muitos que contribuíram para o desenvolvimento econômico de outros países», disse.
Nesse sentido, Maduro propôs a criação, a partir do Banco da ALBA, de um fundo para apoiar os migrantes dos países membros. Disse que seria um sistema de créditos para sua reintegração produtiva.
Em suas vozes, também foi ouvido o chamado para relançar a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e consolidar a paz por meio da justiça, da verdade, do crescimento e do desenvolvimento.
Entre as principais conquistas da reunião estiveram os diálogos sobre a necessidade de realizar o AgroAlba, um espaço para a produção agrícola, bem como o Alba Azul, uma proposta voltada para o intercâmbio comercial de produtos da pesca e da aquacultura.
Da mesma forma, foi informado que, graças aos recursos do Banco ALBA, está se trabalhando em um mecanismo para a compra de aviões e navios para facilitar o transporte de bens e produtos dentro do bloco regional. Também foi acordado que a Aliança terá um centro de pesquisa sobre inteligência artificial (IA), com o objetivo de alcançar a independência tecnológica. Todas as propostas serão o foco de uma reunião de ministros, chanceleres e especialistas de diferentes áreas, a ser realizada na primeira semana de março.
A Cúpula foi um espaço propício para que o primeiro-ministro de Santa Lúcia, Philip J. Pierre, ratificasse seu apoio a Cuba e à Venezuela diante das agressões externas. Nesse sentido, o primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, destacou que os países da Aliança têm muito a aprender com ambas as nações, que, apesar de enfrentarem os ataques do imperialismo, progrediram sob suas ameaças.
Por outro lado, o primeiro-ministro de São Vicente e as Granadinas, Ralph Gonsalves, observou que a resposta dos governos à imposição de tarifas pelos EUA deve ser a geração de maior estabilidade.
Por fim, a reunião reiterou o compromisso da Alba-TCP com o legado de seus fundadores, os comandantes Fidel Castro e Hugo Chávez, cuja lição mais valiosa é, sem dúvida, a não negociação da soberania e dos princípios caribenhos e latino-americanos.





