
Na 38ª sessão ordinária da Assembleia da União Africana (UA), os chefes de Estado e de Governo adotaram uma resolução condenando – pela 16ª vez consecutiva – o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba, uma política cruel que prejudica o povo da Ilha há mais de seis décadas.
O texto também inclui, pela segunda vez, a solicitação para retirar Cuba da lista unilateral arbitrária de países que supostamente patrocinam o terrorismo.
Além disso, expressa profunda preocupação com a extensão da natureza extraterritorial do bloqueio, incluindo a aplicação do Título III da Lei Helms Burton.
Reconhece o impacto negativo de tais medidas, ainda mais cruéis no contexto atual, quando o arquipélago enfrenta os efeitos econômicos e sociais de vários fenômenos naturais graves que atingiram o país.
A ação do bloco, em nome do continente mãe, é uma demonstração inquestionável dos laços estreitos e fraternos que existem entre os povos da África e de Cuba, e da solidariedade e do compromisso dos povos africanos em favor da eliminação da política injusta e ilegal dos EUA.
A tradicional reivindicação da organização continental africana é de grande valor no atual contexto de perseguição, uma vez que as várias administrações dos EUA aplicaram uma política de pressão máxima nos últimos anos, que parece estar sendo retomada com o retorno de Donald Trump ao poder.
O presidente dos Estados Unidos, em uma clara demonstração da agressividade do imperialismo contra a soberania, a paz e o bem-estar da população cubana, decidiu restabelecer as duras medidas de guerra econômica que seu antecessor havia eliminado poucos dias antes.
Enquanto isso, a resolução adotada na 38ª Cúpula reforça o apelo da comunidade internacional para pôr fim a essa política unilateral, que viola os princípios do direito internacional e os direitos humanos do povo cubano.





