Díaz-Canel chegou, em 4 de maio, a São Petersburgo, como parte de uma visita oficial à Federação da Rússia, a convite de Vladimir Putin
Photo: Estúdios Revolución
São Petersburgo, Federação da Rússia.— Cumprindo um convite do presidente Vladimir Putin, na tarde de domingo, 4 de maio, chegou a esta cidade-porto o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, para uma visita oficial à Federação da Rússia.
No aeroporto internacional Púlkovo, o presidente cubano foi recebido pelo governador de São Petersburgo, Alexandre Dmitrievich Beglov. «Sinto-me como se estivesse no lar», disse Díaz-Canel aos seus anfitriões.
No ar frio foram escutados os hinos nacionais dos dois países e a emblemática música Guantanamera. Como sinal de amizade, jovens russas ofereceram ao presidente o pão e o sal, em um gesto tradicional que também é de requintada hospitalidade.
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O chefe de Estado cubano chega a essa nação euro-asiática em um momento que se comemoram importantes efemérides; em 8 de maio se completam 65 anos do reatamento das relações diplomáticas entre a Ilha e Rússia; e no dia 9 será o 80º aniversário da grande vitória contra o fascismo na Grande Guerra Pátria, e por esse motivo terá lugar o histórico desfile para celebrar e lembrar um triunfo que definiu o futuro da história da humanidade.
A visita de Díaz-Canel a São Petersburgo é expressão dos excelentes nexos políticos e diplomáticos entre Cuba e a Federação da Rússia, e dos esforços conjuntos por reforçar, ainda, os vínculos com as regiões russas; particularmente, os econômicos, comerciais e de cooperação.
Ambos os países compartilham o interesse de ampliar a presença dos empresários russos em Cuba, pelo qual vem sendo promovida a implementação da Agenda Econômica Bilateral para a cooperação econômico-comercial e científico-técnica entre ambos os governos, bem como o convênio–marco para incentivar a participação de investidores da Federação da Rússia em projetos russo-cubanos na lha maior das Antilhas, com seu Mapa de Trabalho; e também o Plano de Desenvolvimento das linhas chaves da colaboração bilateral para o período de 2023 a 2030.
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A delegação de alto nível cubana que chegou ao gigantesco país euro-asiático ainda é composta pelo ministro das Relações Exteriores e membro do Bureau Político do Partido, Bruno Rodríguez Parrilla; bem como pelo funcionário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e chefe do Departamento das Relações Internacionais, Emilio Lozada García; e pelo ministro do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro, Óscar Pérez-Oliva Fraga, e outros representantes da nação caribenha.
O apoio à luta contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, com desbordadas manifestações de solidariedade em cidades de todas as latitudes; o rechaço mundial à incluso na lista de países patrocinadores do terrorismo, e a profunda e coerente presidência do Grupo dos 77 mais a China, elevaram ainda mais o prestígio de Cuba em suas relações com o mundo