CARACAS, Venezuela.– O povo venezuelano mostrou em 25 de maio – em um ato de participação soberana – que as vitórias sociais e políticas também podem ser conquistadas em paz, com o voto e por meio do diálogo.
Assim, os cidadãos compareceram em massa às mais de 15.736 seções eleitorais em todo o país, no contexto das eleições regionais e parlamentares realizadas no dia anterior nessa nação sul-americana.
O processo, que ocorreu em paz, permitiu a eleição de mais de 500 cargos públicos, incluindo governadores, conselhos legislativos e o Parlamento.
Dessa forma, o gigantesco festival eleitoral foi «uma vitória para a democracia venezuelana e para garantir a pluralidade política estabelecida na Constituição», disse Vladimir Padrino López, ministro da Defesa.
Nessa ocasião, o povo exerceu seu direito de voto como um instrumento constitucional para decidir seu futuro e, acima de tudo, para resolver diferenças políticas pacificamente. A esse respeito, deve-se mencionar que 54 organizações políticas e indígenas participaram, representando as várias tendências do país.
Em geral, o processo combinou tecnologia eletrônica com suporte físico e contou com a presença de observadores nacionais e internacionais.
Para coordenar o recebimento e a canalização de informações durante o processo eleitoral, foi criada uma Sala de Situação, na sede da Suprema Corte de Justiça, o que faz parte do compromisso da Suprema Corte com a democracia.
Apesar dos constantes ataques contra esse processo, como as tentativas de ataques a militares, políticos e líderes da oposição que se registraram, bem como contra a usina hidrelétrica Simón Bolívar – a maior do país – localizada na represa de Guri, os extremistas de direita não conseguiram impedir o avanço desse espaço vital de autodeterminação.
Essas foram as 32ªs eleições em 26 anos de Revolução Bolivariana, o que faz do país, disse o presidente Nicolás Maduro Moros, aquele com «as eleições mais livres, soberanas e democráticas dos últimos cem anos».
Como parte dessa jornada, o líder anunciou que apresentará à nova Assembleia Nacional uma reforma abrangente do sistema eleitoral, centrada na criação de circuitos comunais como base para consultas permanentes. Além disso, essa atualização visa a modernizar e adaptar o sistema à realidade da Venezuela.
Sem dúvida, o principal resultado das eleições é que elas são uma prova tangível do compromisso do governo e do povo com a defesa da ordem constitucional, da legalidade e do desejo de resolver disputas pacificamente.





