A cooperação entre as indústrias biofarmacêuticas da Bielorrússia e Cuba pode ser um exemplo para o mundo
O presidente cubano visitou as instalações da empresa farmacêutica Belmedpreparaty, a maior da Bielorrússia
A Belmedpreparay produz uns 350 tipos de medicamentos e 36 substâncias farmacêuticas em modernas instalações. Photo: Estúdios Revolución
MINSK.— A maior empresa farmacêutica da Bielorrússia, a Belmedpreparaty, recebeu a visita, na tarde da quarta-feira, 25 de junho, do primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, quem, anteriormente, tinha prestado tributo aos caídos na Grande Guerra Pátria, na Praça da Vitória, no centro desta cidade, colocando uma coroa de flores, acompanhado dos membros da delegação cubana.
A Belmedpreparay produz uns 350 tipos de medicamentos e 36 substâncias farmacêuticas em modernas instalações, com altos padrões de qualidade em todas as etapas da produção. Exporta para mais de 20 países e fatura quase 200 milhões de dólares anuais por esse conceito. Tem registrada na Ilha por volta de meia centena de seus produtos.
O presidente foi acompanhado pelo ministro da Saúde, Aleksandr Jodzháyev e o funcionário, junto com os diretivos da empresa ofereceu ao presidente cubano explicações detalhadas sobre as características dos produtos elaborados, mostrando ao mesmo tempo o estado da indústria farmacêutica e dos equipamentos médicos deste país europeu, e as áreas e colaboração que podem ter com a Ilha.
Acompanhado durante a visita pela doutora em Ciências Mayda Mauri Pérez, presidente da BioCubaFarma, além de outros membros da delegação cubana, o presidente se mostrou impressionado pelos resultados da ciência, tecnologia e inovação que foram atingidos na Bielorrússia na área da biofarmacêutica.
Em um diálogo com o titular do ministério da Saúde desse país e outras autoridades sanitárias, Díaz-Canel expressou que o que tinha visto aqui ratificou a sua convicção de que Cuba e a Bielorrússia, por suas relações históricas, vontade política, sensibilidade humana e pelo potencial criado podem se converter em um exemplo para o mundo.
Disse que «em um planeta cheio de incertezas, de egoísmos, no campo da Saúde podemos cumprir a premissa do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, de que um mundo melhor pode ser possível». E enfatizou que «ambas as nações, trabalhando em parceria, podemos dar uma resposta a isso. Não será um caminho fácil, mas temos a potencialidade», afirmou.
O ministro bielorrusso indicou a coincidência que têm os líderes de Cuba e da Bielorrússia nesse sentido. E expressou que aqui estão prontos para cumprir com essas ideias de Fidel, graças à visão do presidente Alexandre Lukashenko, o qual sempre defendeu a idéia de manter o melhor da herança soviética quanto a ter um sistema de Saúde gratuito, de qualidade elevada e universal. E acrescentou «que é um sistema que também o observamos em Cuba, por isso nossos países têm muitas coisas comuns».
O ministro Jodzháyey insistiu em que «nós estamos prontos para avançar por esse caminho com os amigos cubanos, e forma a garantir os principais insumos que seu sistema de Saúde está precisando, e estou convicto de que os resultados serão positivos».
Díaz-Canel expressou que «apesar de que Cuba e a Bielorrússia estão submetidas a múltiplas sanções, têm demonstrado que podemos fazer as coisas, por isso sempre contem com nosso apoio».
A PARTIR DA CIÊNCIA, A CRIATIVIDADE, A INOVAÇÃO
A Belmedpreparaty mantém relações comerciais com a BioCubaFarma há muitos anos. Mediante o acordo de intercambio compensado, o Centro de Imunologia Molecular exporta os produtos EpoCim e LeokoCim; o Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia, o Heberprot-P e, recentemente, através desta empresa, ficaram registradas aqui as vacinas Quimihib e Heberbiovac, e se produzem conversações sobre a possível inclusão de novos produtos.
O presidente cubano convidou o ministro da Saúde e os representantes do sistema biofarmacêutico da Bielorrússia a efetuarem uma visita a Cuba, de forma a continuar aprofundando a colaboração.
«As potencialidades que ambos os países têm na área dos medicamentos é muito grande, devido à amizade, a compenetração e a empatia que existe entre amos os países, que têm uma projeção humanista e de uma Saúde inclusiva», expressou.
Pôs ênfase especial nas trocas entre as autoridades regulatórias de ambos os países, sob a premissa de trabalharem com todo o rigor que exige esta área do conhecimento. Sugeriu que avançar nos elementos regulatórios deve ser outra das projeções do trabalho em parceria entre as nossas nações.
Díaz-Canel refetiu que «no mundo de hoje as agências regulatórias internacionais estão sob o jugo das multinacionais dos medicamentos, as que não estão interessadas na cura, porque suas abordagens não estão encaminhadas ao bem-estar dos povos, mas sim ao puramente comercial; e cada vez que aparecer um medicamento potente, que salva, tentam obstaculizá-lo».
Insistiu em que «por isso é necessária a cooperação das autoridades regulatórias dos países que têm uma vocação humanista, que colocam os povos em primeiro lugar, como os nossos».
No diálogo com os diretivos da Saúde e da produção de remédios da Bielorrússia, Díaz-Canel ainda propôs o desenvolvimento de outras iniciativas, como a dos testes clínicos.
Explicou que, devido à qualidade dos seus sistemas de Saúde, os resultados positivos que mostram esses serviços, o desenvolvimento que possuem na geração e produção de medicamentos e a semelhança demográfica, se ambas as nações compartilharem testes clínicos podem avançar ainda mais os elementos regulatórios; e ao mesmo tempo, devido à sua situação geográfica, podem ter maior acesso aos mercados da Europa, no caso da Bielorrússia; e da América Latina e o Caribe, no caso de Cuba, e amos à União Econômica Euroasiática.
No início do intercâmbio na empresa Belmedpreparaty, Díaz-Canel assegurou que «a produção de biofármacos é outro setor, um dos muitos em que Cuba e a Bielorrússia podem demonstrar as suas
O apoio à luta contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, com desbordadas manifestações de solidariedade em cidades de todas as latitudes; o rechaço mundial à incluso na lista de países patrocinadores do terrorismo, e a profunda e coerente presidência do Grupo dos 77 mais a China, elevaram ainda mais o prestígio de Cuba em suas relações com o mundo