
«As sanções devem ser suspensas imediatamente, não intensificadas», disse Lin Jian, porta-voz doministério das Relações Exteriores da China, na terça-feira, 15 de julho, em resposta a uma pergunta relacionada às medidas recentemente adotadas pelo governo dos Estados Unidos (EUA) contra líderes cubanos e suas famílias.
O porta-voz enfatizou que a China «se opõe firmemente à imposição indiscriminada de sanções unilaterais» pelos EUA, bem como à interferência nos assuntos internos de Cuba, usando os direitos humanos como pretexto.
Lin destacou os danos causados ao povo cubano pelo bloqueio e pelas sanções impostas pelos EUA por mais de 60 anos.
Também expressou o apoio do gigante asiático à Ilha na «busca de um caminho de desenvolvimento que se adapte às suas condições nacionais», bem como na salvaguarda de sua soberania e dignidade.
Em suas declarações, reiterou o apelo pelo levantamento imediato do embargo contra Cuba e pela remoção do país da lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo.
«Se os EUA realmente se preocupam com os direitos humanos, deveriam refletir sobre seus próprios abusos de direitos humanos em Guantánamo e em todo o mundo ao longo dos anos», enfatizou o porta-voz.
Na última sexta-feira, 11 e julho, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a adoção de sanções contra o presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez e os generais-de-corpo-de-exército Álvaro López Miera e Lázaro Alberto Álvarez Casas, ministros das Forças Armadas Revolucionárias (FARs) e do Interior (Minint), respectivamente.
As medidas unilaterais foram condenadas pelo próprio presidente, que afirmou que «o que incomoda os EUA em Cuba é a verdadeira independência, que as corporações transnacionais não governam aqui, que temos saúde e educação gratuitas, que não pedimos permissão para condenar crimes como os cometidos por Israel e pelos EUA contra os palestinos».
As sanções também foram rejeitadas por outros líderes cubanos e representantes da comunidade internacional, que expressaram seu apoio à nação caribenha.





