Missão médica cubana na China: mais de duas décadas de marcas indeléveis
Por iniciativa do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, em 2004, Cuba e China iniciaram um programa de cooperação médica na área oftalmológica, que já dura mais de 20 anos
Foto: Conta no X da Presidência cubana
Pequim.–«Sua missão tem, sem dúvida, suas peculiaridades, suas características únicas e também uma série de contribuições importantes», disse Miguel Díaz-Canel Bermúdez, primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República, a sete dos oito especialistas médicos que, em províncias distantes da capital, dão continuidade a um programa iniciado em 2004 por iniciativa do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz.
Da embaixada de Cuba em Pequim, por videoconferência, os médicos contaram ao presidente sobre os serviços que prestam, a aceitação da população, a comunicação que estabelecem quando o chinês e o espanhol são idiomas tão diferentes, e muitas outras experiências que, segundo eles, os fizeram crescer e se tornar melhores profissionais e seres humanos.
A dr.ª Carmen González está nessa missão há um ano. Ela compartilhou com entusiasmo anedotas e experiências que a deixam orgulhosa de ajudar e contribuir para o povo chinês, embora às vezes, diz ela, se sinta constrangida perto de seus colegas locais, enquanto dezenas de pacientes fazem fila do lado de fora do seu consultório querendo que ela confirme seus diagnósticos.
Foto: Conta no X da Presidência cubana
Assim como os outros médicos cubanos que trabalham na China sob este programa, ela atua como consultor, ou seja, fornece aconselhamento especializado com base em sua expertise. Assim como em Cuba, os jovens médicos a chamam de «professora».
A dr.ª Yamila Rodríguez, natural de Santa Clara, tem experiências semelhantes às da dr.ª Carmen. Ela disse ao presidente que as culturas cubana e chinesa são muito diferentes, com línguas muito distintas; no entanto, disse-lhe, «é algo muito bonito».
«Temos muitas experiências, a aceitação que temos pela população, a enorme satisfação que sentimos quando resolvemos um problema de saúde, principalmente das crianças».
O dr. Roberto, também de Santa Clara, falou sobre os desafios enfrentados no início da missão, enquanto o dr. Reinier Ruiz, de Isla de la Juventudd, comentou sobre as diferenças entre os dois sistemas de saúde.
Por sua vez, os médicos Lázaro Javier Villa, Isidro Castañeda e Juan Carlos Medina relataram experiências semelhantes.
Díaz-Canel parabenizou os principais atores da cooperação médica na China. Destacou a importância do que eles estão fazendo para fortalecer as relações entre os dois países.
O primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República também manteve conversações com membros da Missão Estatal Cubana na China, funcionários diplomáticos e funcionários da embaixada.
Durante o debate, representantes de vários setores explicaram as características, os resultados e as projeções da colaboração, enquanto o chefe de Estado revisou sua visita ao Vietnã e sua agenda na China, e discorreu sobre a atual situação cubana.
O apoio à luta contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, com desbordadas manifestações de solidariedade em cidades de todas as latitudes; o rechaço mundial à incluso na lista de países patrocinadores do terrorismo, e a profunda e coerente presidência do Grupo dos 77 mais a China, elevaram ainda mais o prestígio de Cuba em suas relações com o mundo