Operação El Toque: Uma manobra contra o povo de Cuba
Este meio de comunicação contrarrevolucionário, financiado pelo Departamento de Estado e pelos serviços de inteligência dos EUA, foi denunciado publicamente pelo que realmente é: um instrumento de subversão contra Cuba
Foto: Imagem tirada de Razones de Cuba.
A denúncia feita pela televisão cubana na noite de quarta-feira, 12 de novembro, trouxe à tona a rede de ações ilegais que compõem a estratégia de desestabilização do governo dos EUA contra Cuba.
El Toque, um veículo de comunicação contrarrevolucionário financiado pelo Departamento de Estado e pelos serviços especiais dos EUA, foi denunciado publicamente como o que realmente é: um instrumento de subversão contra Cuba.
Durante décadas, os EUA estiveram determinados a derrotar o arquipélago rebelde. Quantas vezes tentaram provocar uma explosão social em Cuba e recriar episódios que eles próprios fabricaram noutras partes do mundo?
Nos últimos anos, triplicaram o orçamento para a guerra multifacetada contra a Ilha maior das Antilhas; o objetivo tem sido causar o máximo de sofrimento possível, usando as dificuldades como arma, a fome e muitos outros males, verdadeiros cavaleiros do Apocalipse, lançados contra o povo para destruir sua capacidade de resistência, desmoralizá-lo e derrotá-lo.
O bloqueio econômico, ligado ao ataque psicológico em curso, atingiu níveis de precisão cirúrgica. O objetivo é criar um cenário caótico, fechando nossas casas, paralisando a indústria, o transporte e a própria vida.
Como elemento fundamental, a comunidade de inteligência dos Estados Unidos executa uma estratégia para distorcer as finanças cubanas e induzir a inflação no mercado cubano.
A estratégia de guerra econômica foi dividida em várias etapas: escassez, inflação induzida, boicotes ao fornecimento e um bloqueio financeiro para limitar severamente a entrada de moeda estrangeira, principalmente dólares, no país. Essas ações enfatizaram particularmente os planos direcionados ao turismo e aos serviços médicos.
A segunda fase envolve o uso de plataformas financiadas pelo governo dos EUA, como El Toque, para estimular a inflação. Esse fenômeno tem precedentes em procedimentos semelhantes realizados por Washington na Nicarágua, Zimbábue, Argentina (Dólar Azul, via Telegram) e Venezuela (Dólar Hoje, via internet).
El Toque, sob o pretexto de fornecer informações «independentes e objetivas», cumpre a tarefa de degradar o nível de renda da população, por meio da manipulação especulativa da taxa de câmbio.
Como bem noticiou a Televisão Cubana, seu diretor, José Jasán Nieves, recebe verbas do Departamento de Estado dos EUA. Com parte desses dólares, que são repassados — numa tentativa, é claro, de ocultar o verdadeiro motivo por trás dessa ação — o objetivo é formar «líderes da mudança» dentro do setor privado da economia.
À maneira dos especuladores profissionais que prosperam com a pobreza da maioria, sem qualquer evento econômico real que os motive, a taxa de câmbio sobe ou desce, oscila misteriosamente, sempre a favor de seus operadores.
O tráfico de moeda, a especulação financeira e a atividade mercenária foram denunciados; trata-se de um negócio lucrativo que prospera às custas do povo cubano e envolve crimes severamente punidos pelo direito internacional.
O apoio à luta contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, com desbordadas manifestações de solidariedade em cidades de todas as latitudes; o rechaço mundial à incluso na lista de países patrocinadores do terrorismo, e a profunda e coerente presidência do Grupo dos 77 mais a China, elevaram ainda mais o prestígio de Cuba em suas relações com o mundo