ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Cubaminrex
«As agressões e ameaças de guerra contra nossa nação irmã, a Venezuela, provocaram ampla condenação internacional e repúdio nos Estados Unidos», afirmou a vice-ministra das Relações Exteriores, Josefina Vidal.
 
Nesse contexto – denunciou – «setores belicistas nos Estados Unidos recorrem a mentiras descaradas para tentar quebrar a unidade do governo e do povo venezuelano contra a agressão externa, bem como para envolver Cuba na construção de falsidades e pretextos para justificar sua agressão».
 
«A este respeito, afirmou que a Ilha contesta, por serem absurdas e falsas, as notícias da imprensa que alegam supostos contatos entre autoridades cubanas e o governo dos Estados Unidos, para tratar de assuntos internos que são de responsabilidade exclusiva do governo venezuelano».
 
Josefina também afirmou que Cuba rejeita qualquer tentativa de macular seu histórico imaculado de luta pela paz na América Latina e no Caribe e de combate ao narcotráfico. «Agências especializadas dos EUA estão bem cientes da eficácia de Cuba no combate ao narcotráfico, tendo se beneficiado diretamente de seus esforços, até que o secretário de Estado Marco Rubio ordenou unilateralmente o rompimento do diálogo e da cooperação em matéria de migração e aplicação da lei», disse.
 
«Qualquer tentativa de usar o cenário atual contra a Revolução Bolivariana, para lançar dúvidas sobre o apoio inabalável e firme do nosso povo e governo nestas circunstâncias perigosas para a América Latina e o Caribe, será inútil», afirmou.
 
A AMÉRICA LATINA E O CARIBE MERECEM RESPEITO
 
«O povo é sábio, não discute. Se aprendêssemos a ouvir mais o povo e menos os tecnocratas, o mundo seria diferente», disse Diosdado Cabello, secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela, nesta segunda-feira, 8 de dezembro. E com essa convicção, representantes de diversas nações se reuniram em Caracas para participar da Assembleia Popular pela Soberania e Paz da Nossa América.
 
Assim, de hoje até o dia 11, o berço de O Libertador será a sede de um espaço que servirá para contrabalançar o ressurgimento da Doutrina Monroe, com a qual, a partir de Washington, pretende-se fazer da região o quintal daquele governo.
 
Uma Zona de Paz, ameaçada, bloqueada e persistentemente atacada, cujos migrantes são perseguidos, não se deixa romper apesar do cerco, mas se une no próprio alvo lançado contra os mísseis da administração do norte, para deixar clara a mensagem construída pela força das revoluções e da dignidade: a América Latina e o Caribe devem ser respeitados.
 
O encontro, onde será elaborado um plano de ação popular e soberano para ser implementado em 2026, conta com a presença de uma delegação cubana que reiterará o firme apoio da Ilha ao povo e ao governo venezuelanos, bem como sua decisão de defender a autodeterminação de cada país.