O Governo Bolivariano prestou homenagem póstuma aos cubanos que morreram na agressão contra a Venezuela
Foto: Obra de arte de Michel Moro
A bandeira tricolor a meio mastro, uma chamada para a oração, sete salvas de artilharia, a certeza da eternidade, porque tudo foi feito com nobreza… toda a gratidão do povo bolivariano.
A Venezuela, assim como Cuba, ficaram comovidas em 8 de janeiro, ao prestarem homenagem aos heróis de ambas as nações que, como uma muralha inexpugnável, «em combate desigual, enfrentaram o inimigo imperialista que profanou a soberania da Pátria Venezuelana e protegeu o presidente constitucional, Nicolás Maduro Moros».
Na cerimônia, realizada no Monumento Eclético da Academia Militar da Guarda Nacional Bolivariana, a Ilha esteve presente, pois, nas palavras do membro do Bureau Político e ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, foi feito um pedido de «honra e glória aos combatentes caídos. Amor e paz aos venezuelanos assassinados pela horda imperialista».
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A mais profunda solidariedade de Cuba com o bravo povo veio em nome do general-de-exército Raúl Castro Ruz e do rimeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, que, por meio de um representante, também transmitiram suas mais sinceras condolências e asseguraram que «compartilhamos com o povo e o Governo da Venezuela a dor de ver irmãos assassinados pelo invasor imperialista (...) Não cessaremos de denunciar este ato criminoso», insistiu.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores reiterou o compromisso de lutar juntos e vencer, «fiéis ao pensamento de Bolívar e Martí, seguindo a eterna memória de Chávez e Fidel no ano do seu centenário».
«As revoluções bolivariana e chavista e a Revolução Cubana, em seus destinos compartilhados e luta comum, servirão de exemplo para a libertação dos povos da nossa América. Continuaremos nosso trabalho em defesa da paz, na mobilização internacional, na campanha em defesa do Direito Internacional e do direito à vida e à paz dos povos, pela libertação do presidente constitucional, Nicolás Maduro Moros, e de nossa camarada Cilia Flores», declarou, após receber uma coroa de flores póstuma da presidente interina Delcy Rodríguez em homenagem aos 32 cubanos que morreram em combate contra as forças americanas.
«Os irmãos de Cuba, filhos de José Martí e Fidel, também são heróis desta pátria», afirmou Delcy Rodríguez, «porque, como um só povo, lutaram em defesa contra a agressão ilegal e ilegítima dos EUA. Estamos unidos pelo amor; nosso conceito de pátria é que a pátria é a humanidade», reiterou.
A presidente lembrou as palavras de Simón Bolívar: a liberdade é o único objetivo digno de sacrifício humano. E enfatizou que, durante o ataque do último sábado, «ninguém se rendeu; houve uma luta por esta pátria, pelos nossos Libertadores — Bolívar, Miranda, Sucre, Ribas, Urdaneta, Manuela Sáenz, Ezequiel Zamora — por Chávez e pela Venezuela». Essa, disse, «é a maior satisfação».
O apoio à luta contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, com desbordadas manifestações de solidariedade em cidades de todas as latitudes; o rechaço mundial à incluso na lista de países patrocinadores do terrorismo, e a profunda e coerente presidência do Grupo dos 77 mais a China, elevaram ainda mais o prestígio de Cuba em suas relações com o mundo