ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Foto: Retirada da Assembleia Nacional da Venezuela
«A dignidade não é negociável diante da agressão estrangeira, uma ferramenta com a qual algumas nações pretendem substituir a diplomacia pelo uso da força».
 
Isso foi historicamente demonstrado por Cuba e Venezuela, e foi reiterado em 19 de janeiro pela Assembleia Nacional (AN) do país sul-americano, após apresentar, à embaixada da Ilha, o Acordo Parlamentar em homenagem aos cubanos que morreram durante a intervenção militar dos EUA, em 3 de janeiro, que os declara Heróis e Mártires da Pátria.
 
Em relação ao acordo, aprovado por unanimidade na sessão plenária do Parlamento em 8 de janeiro, o primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, deputado Pedro Infante, afirmou que não se trata de um protocolo administrativo, mas sim do reconhecimento de um sacrifício que transcende fronteiras.
 
Durante a cerimônia de entrega do documento ao corpo diplomático da Ilha maior das Antilhas, o líder parlamentar afirmou que o sangue derramado pelos combatentes cubanos e venezuelanos, no calor da heroica resistência, constitui um alicerce inabalável da liberdade, conforme relatado pelo site do governo bolivariano.
 
Ele também enfatizou que os 32 combatentes cubanos se tornaram parte do patrimônio moral e político da nação. «Estamos aqui para expressar que a dor do povo cubano também é nossa», afirmou. 
 
O documento, enfatizou Infante, representa a voz dos parlamentares venezuelanos, que rejeitam a violência e honram a memória dos bravos. Por fim, anunciou que o Parlamento, além de se unir ao luto nacional, comprometeu-se a construir um memorial para assegurar a memória eterna daqueles que defenderam de joelhos a cidade natal de Bolívar.
 
Por sua vez, Jorge Luis Mayo Fernández, embaixador de Cuba na Venezuela, agradeceu à Assembleia Nacional pelo gesto e enfatizou que a unidade latino-americana é a resposta mais poderosa a qualquer tentativa de dominação política ou agressão armada na região. Também afirmou que o acordo reafirma os laços de fraternidade e resistência compartilhada forjados ao longo de muitos anos e declarou que «venezuelanos e cubanos, unidos como irmãos, continuarão de mãos dadas pela heroica liberdade da América Latina e, como Che Guevara, Fidel Castro, José Martí, Simón Bolívar e Hugo Chávez, continuarão lutando por uma causa justa: a liberdade e a verdade dos povos diante do imperialismo».