ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: JORGE
A certeza de que Cuba não representa uma ameaça à segurança nacional e à política externa dos EUA é amplamente reconhecida por vozes de diferentes partes do mundo que se manifestaram neste fim de semana – e até o encerramento desta edição – para condenar a agressão imperialista que paira sobre a maior das Antilhas. 
 
O Partido Comunista dos EUA (CPUSA) denunciou a política como um ato de chantagem imperialista e exigiu sua revogação imediata, bem como o levantamento completo do bloqueio e a exclusão de Cuba da lista de países supostamente patrocinadores do terrorismo.
 
Sob o lema «Tirem as mãos de Cuba e da América Latina», os Socialistas Democráticos da América (DSA) declararam, por meio de uma publicação no jornal x, que a Ordem Executiva não é uma medida de segurança nacional, mas uma forma de terrorismo econômico destinada a agravar uma crise humanitária criada pelo próprio bloqueio dos EUA.
 
Representantes políticos da nação do Norte também expressaram sua discordância com as ações de seu governo. Rashida Tlaib, representante democrata de Michigan, classificou a ordem executiva como um ato de extrema crueldade: «Esta ordem executiva matará inúmeros cubanos inocentes. Estou horrorizada com a tentativa do governo Trump de estrangular um povo inteiro. Casas, escolas e hospitais sem eletricidade. Crianças sem comida ou remédios. Cuba não representa nenhuma ameaça aos Estados Unidos. Isso é pura crueldade».
 
Da mesma forma, a congressista democrata de Nova York, Nydia Velázquez, denunciou essa política como equivalente a uma guerra econômica destinada a causar fome e sofrimento: «Os mais vulneráveis ​​serão os que mais sofrerão. Essa política é inconcebível».
 
Por sua vez, o deputado Chuy Garcia (democrata de Illinois) lembrou que essa política genocida vem sendo mantida há mais de seis décadas com o objetivo de provocar o desespero social.
 
Segundo Jim Winkler, ex-presidente e ex-secretário-geral do Conselho Nacional de Igrejas de Cristo nos Estados Unidos, «o embargo de petróleo de Trump, assim como todo o embargo norte-americano que já dura mais de 60 anos, é desnecessário e imoral».
 
O movimento de solidariedade estadunidense Pastores pela Paz reconheceu, em uma declaração no Facebook, que: «Durante décadas, o embargo dos EUA tem sido o principal responsável pelas dificuldades econômicas de Cuba, um fato amplamente condenado pela comunidade internacional ano após ano. No entanto, a resiliência de Cuba é uma lição de dignidade». Acrescentaram que «à medida que o governo Trump intensifica a guerra, nós, o povo dos Estados Unidos, devemos intensificar nossa solidariedade».
 
Por sua vez, o Papa Leão XIV expressou sua preocupação com a situação atual entre os Estados Unidos e Cuba, ao mesmo tempo que pediu que se evitasse qualquer ação que pudesse aumentar o sofrimento do povo cubano.
 
A organização Brigada Antonio Maceo, sediada nos EUA, rejeitou e condenou as «medidas ilegais e cruéis contra a venda de petróleo para Cuba, com a intenção de estrangulá-la, promovidas pelo governo dos EUA liderado pelo monstro Donald Trump e auxiliado pelo corrupto e criminoso Marco Rubio».
 
SOLIDARIEDADE FIRME
 
«Estamos explorando todas as vias diplomáticas para enviar combustível ao povo cubano, porque esta não é uma questão para governos, mas sim uma questão de apoio para evitar uma crise humanitária em Cuba e, enquanto isso, enviaremos alimentos e outros tipos de ajuda», declarou a presidente mexicana Claudia Sheinbaum.
 
Ativistas, parlamentares e representantes de partidos políticos no México também se manifestaram nos últimos dias em apoio à nação caribenha. Nesse sentido, o partido político mexicano Movimento de Regeneração Nacional (Morena), em uma entrevista, afirmou que seu governo mantém acordos de comércio de petróleo com Cuba há décadas e continuará oferecendo sua solidariedade à Ilha.
 
A condenação dessa brutal medida imperialista também foi ouvida na América do Sul. O Foro de São Paulo, em comunicado, expressou sua forte rejeição à administração de Donald Trump por subjugar o governo e o povo cubano, cuja luta anti-imperialista é um exemplo para toda a América. O Foro denunciou que «a administração Trump está retomando políticas de interferência eleitoral e usando meios militares para garantir que os EUA mantenham sua supremacia econômica sobre a América Latina e o Caribe, e busca reviver a Doutrina Monroe, a política do Big Stick e a visão que considera toda a região seu quintal (...). O Foro de São Paulo se posiciona firmemente ao lado de Cuba, seu povo e seu governo, agora e sempre, em nossa luta comum por uma América Latina e um Caribe livres e soberanos».
 
A Central Sindical Unida da Colômbia (CUT) condenou o cerco do governo dos EUA contra o povo cubano. "A Ilha caribenha não representa uma ameaça para os Estados Unidos, para a região ou para o mundo».
 
O Partido Comunista do Brasil emitiu uma declaração de solidariedade a Cuba, na qual observou que este é um novo capítulo na política imperialista de punição coletiva e genocídio econômico, que visa sufocar a economia cubana, agravar as dificuldades da população e criar condições artificiais de desestabilização política.
 
Da mesma forma, o Centro Brasileiro de Amizade com os Povos e Luta pela Paz manifestou seu apoio a Cuba, afirmando que «essa iniciativa hostil não é um incidente isolado. Ela é agravada pelas declarações públicas do presidente dos Estados Unidos e do chefe do Departamento de Estado, que afirmaram abertamente sua intenção de derrubar o governo cubano o mais rápido possível. Essas posições revelam uma política de agressão contínua, combinando coerção econômica, pressão diplomática e ameaças políticas, em flagrante desrespeito aos princípios mais básicos do direito internacional».
 
Por sua vez, o Partido dos Trabalhadores do Brasil divulgou uma mensagem de apoio em defesa da soberania do povo cubano, que o bloqueio impede de se desenvolver «livre e plenamente».
 
Por sua vez, o ex-presidente colombiano Ernesto Samper Pizano declarou à emissora X que esta «operação (...) é muito semelhante à bota policial que matou George Floyd há alguns anos». Samper também afirmou que «Trump não é tão eterno quanto a resistência cubana ao bloqueio».
 
Em comunicado, o Partido Socialista do Peru (PSP) enfatizou: «Apesar da declaração cínica do porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, de que ‘ataques e ameaças contra instalações diplomáticas são inaceitáveis’, nós, socialistas peruanos, reiteramos que os Estados Unidos têm um longo histórico de ataques terroristas e de outras naturezas contra a heroica Cuba».
 
 O Partido Comunista do Peru - Pátria Vermelha (PC-PR), em comunicado público assinado por seu presidente, Alberto Moreno, e seu secretário-geral, Manuel Guerra, destacou que a imposição de altas tarifas sobre as importações de países que vendem combustível para a Ilha viola o Direito Internacional.
 
A Associação Americana de Juristas (AAJ) enfatizou, por meio de uma declaração oficial, que «o bloqueio imposto contra Cuba está em vigor há 67 anos e o Decreto Executivo representa uma escalada para intensificar o sofrimento do povo cubano e impor uma agenda imperial e colonialista».
 
Da mesma forma, exigiu respeito à Carta das Nações Unidas, o fim do bloqueio econômico, a devolução do território da Base Naval de Guantánamo e apelou à solidariedade dos Estados e dos movimentos sociais para denunciar essa nova escalada das hostilidades.
 
DO LADO DO POVO CUBANO
 
O Partido Comunista da Noruega (NKP) expressou, por meio de um comunicado, sua total solidariedade ao povo e ao governo de Cuba diante da recente escalada de agressão por parte do governo dos Estados Unidos.
 
«A tentativa de impor um bloqueio total ao fornecimento de combustível de Cuba é um ato cruel e ilegal de punição coletiva. Ela aprofunda um cerco econômico já brutal que, há mais de 65 anos, busca estrangular a soberania de Cuba, minar sua independência e infligir sofrimento ao seu povo», afirma o documento.
 
Além disso, condenou veementemente o uso da guerra econômica, sanções extraterritoriais e ameaças de tarifas punitivas para forçar outros países a cumprirem uma política de bloqueio universalmente rejeitada.