Cuba e Vietnã assinam acordo de transferência de tecnologia para as etapas finais de produção da vacina Vamengoc-BC
Considerada um marco na cooperação científica, a assinatura do contrato de transferência de tecnologia para as etapas finais de produção da vacina VA-MENGOC-BC, entre o Instituto Finlay de Vacinas, de Cuba, e a Vabiotech, do Vietnã, ocorreu em 4 de janeiro no país asiático
Foto: Site no X do Instituto Finlay de Vacinas
Em uma ação que consolida duas décadas de cooperação fraterna, o Instituto Finlay de Vacinas (IFV) de Cuba e a empresa vietnamita de vacinas e produtos biológicos Vabiotech assinaram, em 4 de janeiro, o contrato de transferência de tecnologia para as etapas finais de produção da vacina Vamengoc-BC.
Segundo Yury Valdés Balbín, diretor do IFV, que publicou a informação em sua conta no Facebook, este acordo, descrito como o desafio técnico mais importante e complexo já empreendido em parceria, incorpora o poder transformador da ciência quando construída em solidariedade entre as nações.
Yuri afirmou que somente as capacidades científicas e tecnológicas compartilhadas e a confiança mútua forjada ao longo de mais de 20 anos de trabalho frutífero tornaram esse marco possível. A assinatura é uma prova tangível de que existe uma alternativa ao caminho da força, aos bloqueios econômicos e às guerras que as potências hegemônicas buscam impor.
Valdés Balbín afirmou que, para Cuba, essa conquista reafirma a ciência como o escudo mais eficaz contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos, ao mesmo tempo que projeta uma inovação nacional capaz de superar barreiras globais e estabelecer alianças baseadas no respeito.
Para o Vietnã, o acordo fortalece a sua autossuficiência em saúde pública, impulsiona o desenvolvimento da sua indústria nacional de biotecnologia, gera empregos altamente qualificados e promove a prosperidade, em consonância com a sua visão de desenvolvimento independente e soberano.
O apoio à luta contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, com desbordadas manifestações de solidariedade em cidades de todas as latitudes; o rechaço mundial à incluso na lista de países patrocinadores do terrorismo, e a profunda e coerente presidência do Grupo dos 77 mais a China, elevaram ainda mais o prestígio de Cuba em suas relações com o mundo