ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Prensa Latina
Um segundo carregamento de ajuda humanitária para Cuba está sendo preparado a partir do México, após a chegada em território cubano dos navios de apoio logístico da Marinha, Papaloapan e Isla Holbox, com mais de 800 toneladas de produtos.
 
«Assim que a primeira remessa chegar, o navio retornará e uma segunda remessa será enviada, e assim por diante», declarou a presidente Claudia Sheinbaum em sua entrevista coletiva matinal desta quarta-feira, 11 de fevereiro.  
 
Nesse sentido, acrescentou que serão implementados mecanismos para facilitar a participação de organizações civis que promovem coletas solidárias.
 
«Sei que existem grupos na comunidade se organizando para arrecadar suprimentos alimentares, e eles podem, sim, entregá-los», afirmou. E instruiu o ministério do Interior a atuar como intermediário na coordenação com as autoridades federais a respeito do espaço disponível em remessas oficiais, onde essa ajuda seria incluída. 
 
E isso significava que «há organizações que estão solicitando essa coleta. Nós ainda não estamos fazendo isso porque estamos enviando o que tínhamos, além do apoio que normalmente é dado pela Amexcid (Agência Mexicana de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento)».
 
Por outro lado, a presidente enfatizou que os voos mexicanos para a Ilha não foram suspensos.
 
«DE CIDADE EM CIDADE»
 
A campanha «De cidade em cidade, vamos acabar com o bloqueio», promovida pelo Coletivo Militante de Solidariedade Va por Cuba e pela Associação de Cubanos Residentes no México, estará instalada no Zócalo, de 14 a 22 de fevereiro.
 
A iniciativa não só demonstrará, mais uma vez, que a nação caribenha não está sozinha na luta contra o bloqueio, como também servirá para arrecadar alimentos e medicamentos, o que ajudará a atenuar as consequências dessa política genocida.
 
Em comunicado oficial, ambas as organizações afirmaram que «o povo mexicano — caracterizado por sua solidariedade, fraternidade e irmandade histórica com o povo cubano — está respondendo decisivamente para impedir a punição injusta» de Cuba. Declararam ainda: «O que o bloqueio nega, a solidariedade entrega», garantindo assim que cada produto que chega a Cuba «rompa o cerco imperial».