Partidos de esquerda e progressistas na Europa reiteram sua firme solidariedade a Cuba diante da escalada agressiva por parte do governo dos Estados Unidos
Na manhã de quinta-feira, 11 de junho, foi realizada uma reunião virtual na sede do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC), com a participação de 46 representantes de 29 partidos e forças políticas de esquerda e progressistas da Europa.
Foto: Conta no site X de Emilio Lozada.
Na manhã de quinta-feira, 11 de junho, foi realizada uma reunião virtual na sede do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC), com a participação de 46 representantes de 29 partidos e forças políticas de esquerda e progressistas da Europa.
A reunião foi presidida por Emilio Lozada García, membro do Comitê Central e chefe de seu Departamento das Relações Internacionais. Dando continuidade a uma reunião similar realizada em março, Lozada apresentou uma atualização detalhada sobre a complexa situação enfrentada por Cuba devido à escalada agressiva do governo dos Estados Unidos, à intensificação do bloqueio econômico, comercial, financeiro e energético e aos impactos do Decreto Executivo, emitido em 1º de maio sobre os setores prioritários. Lozada García também abordou as acusações arbitrárias contra o general-de-exército Raúl Castro Ruz, que descreveu como mais um ato de vil manipulação política contra o líder da Revolução por parte do imperialismo estadunidense.
A ocasião também foi aproveitada para agradecer às organizações políticas pelas constantes demonstrações de solidariedade e apoio ao povo cubano, ao PCC e à sua Revolução.
Lozada García destacou a firme decisão do Partido Comunista de Cuba de defender a Pátria e de continuar avançando, apesar das circunstâncias difíceis, no processo de construção do socialismo.
As declarações de apoio e solidariedade a Cuba, expressas pelos participantes deste comovente encontro, foram extensas e contundentes. Merecem destaque as palavras de Peter Mertens, secretário-geral do Partido Operário Belga (PTB), que enfatizou o papel negativo do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na política agressiva daquele país contra Cuba; de Dimitris Koutsoumbas, secretário-geral do Partido Comunista da Grécia (KKE), que ressaltou a inclusão imoral do nosso país na lista de supostos Estados patrocinadores do terrorismo, quando fomos vítimas desse terrível flagelo; de Enrique Santiago, secretário-geral do Partido Comunista da Espanha (PCE), que ressaltou o simbolismo da Revolução como o primeiro baluarte anti-imperialista na América Latina; e de Kemal Okuyan, secretário-geral do Partido Comunista da Turquia (TKP), que enfatizou a resistência heroica e histórica do povo cubano em defesa do socialismo e dos valores éticos. Paulo Raimundo, secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), condenou os impactos significativos da política de bloqueio em todos os setores da sociedade cubana; assim como Stefanos Stefanou, secretário-geral do partido AKEL do Chipre, que insistiu no direito de Cuba de se desenvolver sem interferência externa.
Nos mais de uma dezena de discursos, os líderes partidários expressaram sua solidariedade ao general-de-exército diante da nova fabricação imperialista e abordaram as múltiplas iniciativas de apoio a Cuba que vêm desenvolvendo em seus respectivos países.
Participaram também da reunião o herói da República de Cuba e presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), Fernando González Llort, bem como representantes do Departamento de Relações Internacionais da PCC, do Departamento Ideológico e do ICAP.
O apoio à luta contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, com desbordadas manifestações de solidariedade em cidades de todas as latitudes; o rechaço mundial à incluso na lista de países patrocinadores do terrorismo, e a profunda e coerente presidência do Grupo dos 77 mais a China, elevaram ainda mais o prestígio de Cuba em suas relações com o mundo