ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Juvenal Balán
Especialistas independentes e relatores especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU condenaram na quinta-feira, 6 de agosto, as medidas coercitivas unilaterais aplicadas pelos Estados Unidos contra Cuba, que descreveram como uma tentativa de alterar a ordem constitucional de um Estado soberano por meio de ameaças e coerção, informou o órgão multilateral.
 
De Genebra, especialistas apelaram à comunidade internacional e à sociedade civil para que ajam rapidamente a fim de evitar o estabelecimento de uma «Gaza silenciosa» na Ilha como resultado da hostilidade dos EUA.
 
O confinamento imposto significa que a energia, os transportes, a irrigação e os serviços básicos estão falhando simultaneamente, afetando desproporcionalmente as mulheres, as crianças, os idosos e outros grupos vulneráveis, acusaram.
 
A declaração emitida nega que Cuba represente uma ameaça à segurança nacional do país do Norte e à estabilidade hemisférica, como tenta retratar o relatório publicado pelo Departamento de Estado em 20 de julho, intitulado «Cuba, a Capital do Comunismo do Século XXI».
 
Privar deliberadamente uma população dos meios de sobrevivência viola as garantias mais básicas do direito à vida e mina a própria essência da dignidade humana, reconheceram os especialistas.
 
Os especialistas também afirmaram que é dever do governo dos EUA cessar todas as ameaças e atos hostis contra a soberania de Cuba e revogar todas as medidas que impôs ao país, as quais consideram contrárias ao direito internacional.
 
«O Conselho de Segurança e a Assembleia Geral devem abordar urgentemente essas ameaças como uma questão de paz e segurança internacionais», enfatizaram.
 
Na véspera, o porta-voz adjunto do secretário-geral das Nações Unidas confirmou que a sua organização está em contato com vários países para facilitar o fornecimento de combustível a Cuba para fins humanitários.
 
Segundo Ernesto Soberón, representante permanente da Ilha nas Nações Unidas, o funcionário também expressou sua preocupação com o impacto humanitário dessa punição coletiva imposta pelo governo dos EUA contra o povo cubano.