ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Os turistas que vieram na viagem inaugural coincidiram em que a travessia marítima é muito atraente.

GIBARA.— As excursões por mar até esta cidade, partindo das instalações do polo turístico de Holguín já são um fato viável, a partir da entrada em exploração de um cais operado pela filial náutica Marlin-Guardalavaca.

O diretor desta entidade, Ángel Luis Ochoa Suárez, quem chegou a bordo do catamarã utilizado na viagem inaugural, disse ao jornal Granma que a nova doca, estendida em cima de flutuadores ancorados no fundo marinho da baía de Gibara, oferece segurança plena às embarcações que cheguem a aos seus passageiros.

Composto maiormente por estruturas compradas a uma firma estrangeira especializada em instalações deste tipo, o embarcadouro, no qual foram investidos 261 000 pesos conversíveis (CUCs), adentra no mar uns 50 metros e permite o atraque do catamarã na parte final e nos laterais.

Outra vantagem é a proximidade com a principal praça da localidade, o que facilita o contato imediato dos visitantes com edificações e lugares de alto valor patrimonial, uma das principais atrações daqueles que embarquem nessa excursão.

As viagens cobrirão uma distância aproximada de dez milhas e serão realizadas uma vez por semana a bordo de catamarãs, com a saída no porto de Vita, chegada a Bariay para conhecer o lugar do desembarque de Cristóvão Colombo, em 1492 e depois seguem pela rota que o célebre marinheiro utilizou até Gibara.

Na excursão inicial, coincidente com o andamento do 12º Festival Internacional de Cinema Pobre e o ambiente festivo que este gera, viajaram 25 turistas acompanhados de operadores de turismo e vendedores de produtos turísticos, animados pelo propósito de adentrar nos detalhes da oferta em andamento, para promovê-la em toda sua magnitude.

“A filial náutica Marlin-Guardalavaca, asseverou Ángel Luis Ochoa, tem em mão outros produtos que contribuirão para que os turistas visitem mais este povoado costeiro. Um dos mais atraentes é a prática de esportes como caiaque, segundo um contrato com um operador de turismo estrangeiro, que deve começar a funcionar em outubro deste ano. A ideia é essencialmente trazer grupos de turistas durante dois dias, período no qual praticarão na baía e no rio que desemboca nela”, disse.

Da mesma maneira, aos clientes que queiram se alojar aqui nas instalações do Ministério do Turismo e em hospedarias e casas de aluguel do setor não estatal, situação que evidencia crescimento, serão oferecidos passeios em embarcações pelo litoral.

O já feito e o que está previsto, asseverou, está encaminhado a atrair receitas para o estabelecimento que ele dirige, mas ao mesmo tempo contribui para promover o destino turístico de Gibara, que possui condições naturais para o turismo, setor estimulado igualmente por interessantes projetos a cargo das autoridades locais.